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14/01/2010 - 12h56

Bovespa ensaia alta, mas dólar segue com valorização

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ainda não encontrou direção nesta quinta-feira. A queda nas ações da Petrobras e OGX é equilibrada pela força dos ativos da Vale, MMX e dos bancos. Por volta das 12h50, o Ibovespa apontava 0,17%, aos 70.508 pontos, com giro financeiro em R$ 2,48 bilhões.

Segundo operador de mercado que prefere não se identificar, o mercado está muito esticado tanto aqui quanto lá fora e os agentes aguardam novos indicadores de peso para dar rumo ao preço dos ativos. " Podemos ter o mercado de lado até surgir um novo gatilho de alta. Para uma realização, tem que ter um motivo muito forte e ainda não temos nenhum no radar " , explica.

Para o operador, os balanços da Intel e JP Morgan, que serão apresentados entre hoje e amanhã, podem servir de direcionadores para as bolsas.

Como observado desde o começo de 2010, Vale PNA seguia atraindo compradores. O papel ganhava 0,43%, a R$ 46,71. Ontem, o Merrill Lynch divulgou previsão sugerindo aumento de 50% no preço do minério de ferro. Contribuindo para as projeções de elevado reajuste no preço da matéria-prima, a Rio Tinto atingiu a previsão de produção de minério de ferro no quarto trimestre. Foi registrada uma alta de 49% na produção, reflexo da elevada demanda chinesa.

Também no setor, MMX Miner ON subia 3,34%, a R$ 15,75, seguindo alta de 7% ontem. Contribuindo para os ganhos do dia, CSN ON aumentava 1,50%, a R$ 59,38, e Itaú Unibanco PN ganhava 0,41%, a R$ 38,60.

Atuando em direção contrária, OGX Petróleo declinava 1,80%, a R$ 19,06. Uma corretora local aparece como grande vendedor do ativo, que já subiu 20% desde o desdobramento de 1 para 100 realizado em meados de dezembro. A ação PN da Petrobras marcava novo dia de baixa, recuando 0,35%, a R$ 36,17.

Também entre os mais negociados, as units da América Latina Logística caíam 4,52%, para R$ 16,23. A prévia de resultados mostrou queda de 10,9% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 2009.

De volta à ponta de compra, JBS ON liderava os ganhos do índice, apontando acréscimo de 4,86%, a R$ 10,36. CCR Rodovias ON avançava 2,31%, a R$ 42,36, e Gafisa ON subia 1,44%, a R$ 26,68. O UBS elevou a recomendação para o papel da incorporadora para "compra".

No varejo, Pão de Açúcar PN marcava alta de 1,29%, a R$ 67,03. As vendas líquidas da companhia subiram 44,6% no quarto trimestre de 2009, para R$ 7,43 bilhões.

No mercado de câmbio, dados fracos sobre a economia americana tiraram força do dólar no mercado externo. Por aqui, a divisa continuava bem demandada. Há pouco, o dólar comercial subia 0,34%, a R$ 1,766 na venda.

Ontem, o secretário do Tesouro, Arno Augustin, disse que o país pode vender títulos em moeda local para levantar recursos e comprar dólar no mercado, ajudando a conter a apreciação da moeda brasileira.

Em Wall Street, os índices também procuravam direção. O Dow Jones oscilava próximo da estabilidade, enquanto o Nasdaq ganhava 0,02%. Os agentes assimilam agora uma rodada de indicadores sobre a economia americana. As vendas no varejo caíram 0,3% em dezembro, contra previsão de alta de 0,5%. Com isso, a queda acumulada em 2009 foi de 6,2%.

Conforme o esperado, os preços de importação ficaram estáveis no mês passado. E, pelo lado do emprego, o número de pedidos por seguro-desemprego cresceu em 11 mil na semana passada, para 444 mil. No entanto, o número de americanos que continua recebendo o benefício diminuiu em 211 mil, para 4,6 milhões.

(Eduardo Campos | Valor)

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