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14/01/2010 - 14h31

Bovespa reverte e cai 0,22%; dólar sobe a R$ 1,772

SÃO PAULO - Com Petrobras, OGX e ALL acelerando o ritmo de baixa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a oscilar em terreno negativo. Por volta das 14h30, o Ibovespa perdia 0,22%, aos 70.232 pontos, com giro de R$ 3,63 bilhões.

A série de indicadores econômicos não se mostrou suficiente para definir rumo em Wall Street. Há pouco, o Dow Jones ganhava 0,06%, enquanto o S & P 500 caía 0,05%. As vendas no varejo caíram 0,3% em dezembro, contra previsão de alta de 0,5%. Com isso, a queda acumulada em 2009 foi de 6,2%. Conforme o esperado, os preços de importação ficaram estáveis no mês passado.

Pelo lado do emprego, o número de pedidos por seguro-desemprego cresceu em 11 mil na semana passada, para 444 mil. No entanto, o número de americanos que continua recebendo o benefício diminuiu em 211 mil, para 4,6 milhões.

Ao contrário da bolsa, o mercado de câmbio local tem rumo claro e é de alta. O dólar segue nas máximas dos últimos 15 dias, acima de R$ 1,77. Há pouco, a moeda era negociada a R$ 1,772 na venda, alta de 0,68%.

Um dos pontos de preocupação dos agentes passa pelas atuações do fundo soberano brasileiro no mercado. Ontem, o secretário do Tesouro, Arno Augustin, disse que o país pode vender títulos em moeda local para levantar recursos e comprar dólar no mercado, ajudando a conter a apreciação da moeda brasileira. Ainda de acordo com o secretário, o limite de atuação do fundo no mercado será tão grande quanto à capacidade do governo em emitir dívida.

De volta à Bovespa, os investidores seguem realizando lucros com as ações da OGX Petróleo. O papel, que subiu mais de 20% em menos de um mês, perdia 2,62%, a R$ 18,90. Também do setor, Petrobras PN recuava 1,01%, a R$ 35,93.

Dando alguma sustentação ao índice, Vale PNA mantém o ritmo de atração de recursos observado desde o começo do ano. O papel ganhava 0,34%, a R$ 46,67. Ontem, o Merrill Lynch divulgou previsão sugerindo aumento de 50% no preço do minério de ferro.

Contribuindo para as expectativas de elevado reajuste no preço da matéria-prima, a Rio Tinto atingiu a previsão de produção de minério de ferro no quarto trimestre. Foi registrada uma alta de 49% na produção, reflexo da elevada demanda chinesa.

Também no setor, MMX ON subia 3,54%, a R$ 15,78, seguindo alta de 7% ontem. Contribuindo para os ganhos do dia, CSN ON aumentava 0,99%, a R$ 59,08, e Gerdau PN ganhava 0,37%, a R$ 29,60.

Também entre os mais negociados, as units da América Latina Logística caíam 4,41%, para R$ 16,25. A prévia de resultados mostrou queda de 10,9% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 2009. De volta à ponta de compra, JBS ON liderava os ganhos do índice, apontando acréscimo de 3,85%, a R$ 10,25. CCR Rodovias ON avançava 3,62%, a R$ 42,90, e AmBev PN subia 2,20%, a R$ 185,91.

No varejo, Pão de Açúcar PN marcava alta de 1,49%, a R$ 67,19. As vendas líquidas da companhia subiram 44,6% no quarto trimestre de 2009, para R$ 7,43 bilhões.

Fora do índice, o recibo de ação da Laep apresenta forte movimentação. O papel perdia 0,72%, a R$ 2,73, com mais de R$ 100 milhões em negócios. A ação ON da controlada Parmalat caía 6,22%, a R$ 21,10. O papel PN, que subiu mais de 400% nas últimas duas sessões, não era negociado.

(Eduardo Campos | Valor)

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