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14/01/2010 - 16h46

Desempenho do varejo em novembro leva DIs a avançarem

SÃO PAULO - O bom desempenho das vendas no varejo brasileiro influenciou a trajetória dos juros futuros na sessão desta quinta-feira, com o aumento na posição defensiva na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Segundo dados divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas no varejo apresentaram expansão de 1,1% em novembro, em relação a outubro de 2009, quando tinham crescido 1,6%. Em igual base de comparação, a receita nominal registrou expansão de 1,3%. Novembro foi o sétimo mês seguido de crescimento das vendas varejistas e o oitavo para a receita nominal.

Na comparação anual, as vendas subiram 8,7% e a receita nominal teve alta de 11%. No acumulado de 2009, essas taxas estão positivas em 5,5% e 9,8%, respectivamente. Em 12 meses até novembro, o volume de vendas acumula expansão de 5,3%, enquanto a receita nominal tem crescimento de 9,8%.

O economista-chefe da Oren Investimentos, Leonardo Dias, assinala que o segmento varejista teve um desempenho forte em novembro, com uma alta abrangente entre os setores que compõem o levantamento.

Sete das dez atividades apuraram taxas positivas, em termos de volume de vendas, de outubro para novembro, na série com ajuste sazonal, com destaque para Móveis e eletrodomésticos (5,9%), Material de construção (2,7%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,9%).

" Setores como material de construção, que recebeu estímulos do governo, mas que ainda não havia respondido aos incentivos, vieram mais forte neste mês, o que foi relevante. Além disso, as vendas no varejo ampliado também foram fortes, em função do desempenho de veículos e de materiais de construção " , comentou Dias.

As vendas no varejo ampliado, que inclui os segmentos de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, subiram 0,6% de outubro para novembro, enquanto a receita nominal teve alta de 0,5% no período. Com a reação de compra na BM & F, ao final da jornada, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do dia, apontava alta de 0,03 ponto, a 10,33%. O vencimento para janeiro de 2012 subiu 0,07 ponto, a 11,77%, e o contrato de janeiro de 2013 avançou 0,05 ponto, a 12,42%.

Entre os vencimentos curtos, julho de 2010, que divide as apostas quanto à possibilidade de alta na taxa Selic no primeiro ou no segundo semestre, aumentou 0,01 ponto, a 9,11%. O DI para abril de 2010, por sua vez, avançou 0,005 ponto, a 8,695%, e março de 2010 teve alta de 0,005 ponto, a 8,665%. Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 516.705 contratos, equivalentes a R$ 46,013 bilhões (US$ 26,380 bilhões). O vencimento para janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 218.950 contratos, equivalentes a R$ 19,917 bilhões (US$ 11,419 bilhões).

Para o economista-chefe da Oren Investimentos, o Banco Central só deve iniciar o aperto monetário em abril, por meio de uma elevação de 50 pontos base da Selic. "O BC deve começar o aperto devagar e observará a resposta da economia para calibrar a taxa", pontuou Dias. A Oren projeta alta de 200 a 300 pontos da taxa básica de juros ao longo do ciclo.

Na gestão da dívida pública, em leilão de Letras do Tesouro Nacional (LTN), o Tesouro vendeu lote integral de 4 milhões de notas, a R$ 3,206 bilhões, enquanto no leilão de Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F) foram aceitos 1.135.500 do total de 1.750.000 títulos ofertados, a R$ 988,9 milhões.

(Beatriz Cutait | Valor)

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