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14/01/2010 - 12h26

DIs ajustam posições e recuperam parte dos prêmios

SÃO PAULO - Depois de terem encerrado em queda ontem, os contratos de Depósitos Interbancários (DIs) recuperam hoje parte dos prêmios de risco perdidos. Os DIs reverteram a direção da abertura e a formação de posições compradas ganhou força na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Na avaliação de Sílvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin, a trajetória atual dos juros futuros é apenas um ajuste em relação ao dia anterior, quando as taxas caíram pressionadas pelo resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em dezembro e no ano.

A inflação oficial foi de 0,37% no mês passado, pouco abaixo da taxa registrada em novembro, de 0,41%. Em 2009, o índice apurou inflação de 4,31%, menor leitura desde 2006.

O destaque da agenda de indicadores desta quinta-feira partiu do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revelou que as vendas no varejo brasileiro cresceram 1,1% em novembro, em relação a outubro de 2009, quando tinham aumentado 1,6%. Em igual base de comparação, a receita nominal registrou expansão de 1,3%. Com esse resultado, o IBGE assinalou que " o varejo completou sete meses consecutivos de crescimento para o volume de vendas e oito para a receita nominal " .

Na comparação com novembro de 2008, as vendas subiram 8,7% e a receita nominal registrou elevação de 11%. No acumulado do ano, essas taxas foram positivas em 5,5% e 9,8%, na ordem. Em 12 meses, os avanços foram de 5,3% no volume de vendas e de 9,8% na receita nominal.

" A alta dos DIs nesta quinta-feira também está apoiada nos números do varejo. Apesar de não terem vindo acima das expectativas, eles mostraram que a economia continua forte e que a demanda segue aquecida " , comentou Campos Neto.

Há pouco, o Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2011, referência de mercado, subia 0,02 ponto percentual, a 10,32%, enquanto os contratos para janeiro de 2012 avançavam 0,05 ponto, a 11,75%, e o para janeiro de 2013 tinha elevação de 0,05 ponto, a 12,42%.

Na parte curta da curva, o DI com vencimento em julho de 2010, que divide as apostas entre alta de juros no primeiro ou segundo semestre, está estável, com taxa de 9,10%. Ainda entre os curtos, abril de 2010 subia, há pouco, apenas 0,009 ponto, a 8,699%. Março de 2010 avançava 0,024 ponto, para 8,684%.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro realiza leilões tradicionais de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e de Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F).

(Beatriz Cutait | Valor)

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