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14/01/2010 - 08h24

Premiê da Grécia descarta chance de país sair da zona do euro

SÃO PAULO - O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, descartou a possibilidade de o país deixar a zona do euro ou buscar socorro do Fundo Monetário Internacional (FMI). "Não existe a chance de a Grécia deixar a zona do euro ou ter outros tipos de ajuda, como do FMI", sustentou ontem em coletiva de imprensa sobre os 100 dias desde que seu governo foi eleito para dirigir o país. "Queremos estabelecer uma noção de confiança e certeza entre nossos credores", acrescentou.

As observações vieram na mesma ocasião em que uma equipe do Fundo, solicitada pelo ministério grego das Finanças, iniciou uma missão para o país visando ajudar na restauração da debilitada economia. A missão do FMI deve oferecer conselhos com o objetivo de corrigir as finanças públicas.

Ontem, a agência de classificação de crédito Moody?s divulgou um texto em que observa que a economia grega corre o risco de "uma morte lenta", uma vez que o país terá de alocar uma fatia maior da riqueza nacional para amortizar a dívida pública, com os credores pedido taxas de juros maiores para os títulos gregos.

"Os governos são responsáveis pelos seus próprios destinos - independentemente se são integrantes da União Europeia ou da zona do euro, se tem apoio do FMI ou da União Europeia ou qualquer combinação desses fatores", conforme nota da Moody?s.

Questionado sobre o documento, Papandreou respondeu que a pressão de estrangeiros e a realidade da crise financeira internacional vão se tornar uma chance para reformas que vão levar a Grécia para um futuro melhor.

"Vamos restaurar nossa credibilidade ao redor do mundo. Vamos melhorar a imagem do país e provaremos a nós mesmos, em primeiro lugar, que podemos mudar e que podemos fazer isso. Agora ou nunca. Mudamos ou afundamos", sustentou o premiê.

Papandreou reforçou que seu governo vai combater a corrupção e a evasão fiscal, vai lutar contra a má administração dos recursos públicos e vai usar as riquezas do país e oportunidades para reparar a economia e reconstruir o Estado.

(Juliana Cardoso | Valor, com agências internacionais)

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