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18/01/2010 - 19h11

Bovespa garante alta e opções giram mais de R$ 5 bilhões

SÃO PAULO - Com ajuda do setor de commodities, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou a semana com valorização, recuperando parte da perda de 1,83% amargada na semana passada. Ao final da jornada, o Ibovespa marcou alta de 0,61%, aos 69.400 pontos. Destaque para o giro de R$ 9,8 bilhões, sendo R$ 5,25 bilhões referentes ao vencimento de opções sobre ações. O movimento no mercado de opções foi recorde e ajudou a movimentar um pregão que seria de baixo volume em função do feriado em Wall Street.

Para o sócio da consultoria InvestCerto, Luiz Rogé, o mercado está muito otimista e parte disso se traduziu no exercício de opções de hoje. O destaque foi para os ativos da Vale, que lideraram as séries de exercício.

Ainda de acordo com Rogé, se não tivermos nenhuma surpresa negativa com balanços ou dados econômicos, o vencimento de fevereiro pode marcar novo recorde. Segundo o especialista, é visível uma maior presença tanto dos chamados especuladores quanto dos hedgers (agentes que buscam proteção) com opções.
As atenções, agora, se voltam para os papéis da Petrobras, que na opinião do especialista, podem diminuir o atraso de alta com relação aos ativos da Vale.

Ampliando a análise, Rogé explica que os investidores trabalham com a ideia de que a retirada dos planos de estímulo econômico vai demorar a acontecer nos Estados Unidos. Então, o ambiente segue pautado por elevada liquidez e taxa de juros baixa por mais um bom tempo.

Tal cenário beneficia as commodities e, consequentemente, os principais papéis do Ibovespa. Fora isso, lembra o especialista, são aguardados indicadores relevantes sobre a economia chinesa ao longo da semana, que podem dar novo estímulo à demanda por matérias-primas.

Liderando o volume negociado, Petrobras PN fechou com alta de 2,23%, a R$ 36,55, e Vale PNA registrou acréscimo de 1,21%, a R$ 46,70.

Também no setor, OGX Petróleo voltou a chamar compradores depois de uma breve correção na sexta-feira. O papel ganhou 4,29%, para R$ 19,18, maior alta do índice. Já MMX ON teve acréscimo de 2,05%, a R$ 14,90.
No setor de papel e celulose, Fibria ON ganhou 2,81%, para R$ 36,50, e fora do índice Suzano PNA teve alta de 3,23%, a R$ 21,41. A Itaú Corretora promoveu um atualização nas projeções para o setor de papel e celulose, prevendo alta de preços em fevereiro. A nova " top pick " , ou melhor escolha no setor, da corretora é a ação PNA da Suzano, que carrega recomendação " outperform " , com preço justo de R$ 30,00. O papel ON da Fibria também tem recomendação " outperform " , com preço justo de R$ 43. Já a recomendação para Klabin ON foi elevada para " market perform " , com preço justo de R$ 6,50.

Na ponta de venda, os papéis da Brasil Telecom seguiram perdendo valor, depois que a Telemar anunciou que vai rever a oferta de troca de ativos em função de passivos legais envolvendo a BrT.

Depois de cair mais de 10% na sexta-feira, o papel PN da Brasil Telecom recuou 2,61%, a R$ 14,50. O ativo ON da Telemar devolveu 2,91%, a R$ 40,92. Cesp PNB, Sabesp ON, Lojas Americanas PN, Duratex ON, B2W Varejo ON e Cemig PN perderam mais de 2% cada.

Fora do índice os papéis da Cobrasma, empresa do setor ferroviário, tiveram forte valorização. O ativo PN disparou 92,85%, a R$ 0,27, enquanto o ON ganhou 69,23%, a R$ 0,22. Outros ativos da chamada quinta linha também apresentaram fortes oscilações. Tecnosolo ON, ganhou 54,76%, a R$ 1,30. E Gradiente ON aumentou 36,69%, a R$ 10,99.
Chamando atenção pelo volume e não pela variação, os recibos da Laep, empresa que controla a Parmalat, ganharam 0,80%, a R$ 2,52, com R$ 36 milhões em volume. Já Telebrás PN, que devolveu 2,30%, a R$ 1,27, girou mais de R$ 32 milhões.

Ainda fora do índice, Brasil Ecodiesel ON movimentou mais de R$ 112 milhões, quarto maior volume da bolsa, para fechar com alta de 6,97%, a R$ 1,38.
(Eduardo Campos | Valor)

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