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18/01/2010 - 12h51

Contratos de juros futuros se ajustam para baixo na BM & F

SÃO PAULO - Em um dia fraco de indicadores tanto no mercado interno como no internacional, a maior parte dos contratos de juros futuros opera em baixa na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Nem a aceleração do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) na segunda medição de janeiro, nem o aumento da previsão dos agentes de mercado para a taxa básica de juros ao final deste ano e do próximo são suficientes para conter o fechamento da curva.

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IPC-S encerrou a segunda medição deste mês com inflação de 0,78%, alta de 0,27 ponto percentual em relação à taxa registrada na última divulgação (0,51%). No mesmo período de 2009, o índice havia apresentado elevação de 0,69%.

Os destaques de alta da segunda apuração partiram de Transportes (0,78% para 1,63%), Alimentação (0,87% para 1,14%) e Educação, Leitura e Recreação (0,40% para 1,28%). O Boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, revelou que os agentes consultados elevaram as previsões para a taxa básica de juros ao final de 2010, de 11% para 11,25% ao ano, e para 2011, de 10,75% para 11%. A projeção para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a ser realizada em 26 e 27 de janeiro, segue de manutenção da Selic em 8,75% ao ano.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano também subiu, de 5,20% para 5,30%, enquanto a de 2011 ficou estável em 4,50%, pela sexta semana. Já a previsão para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi mantida em 4,50% tanto para 2010 como para os 12 meses seguintes.

Na parte longa da curva, o Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2011, referência de mercado, registrava, há pouco, decréscimo de 0,02 ponto percentual, a 10,25%, enquanto o contrato de janeiro de 2012 recuava 0,04 ponto, a 11,67%, e o de janeiro de 2013 cedia 0,06 ponto, a 12,30%.

Na parte curta da curva, o DI com vencimento em julho de 2010, que divide as apostas entre alta de juros no primeiro ou segundo semestre, projetava taxa de 9,09%, baixa de 0,01 ponto. Ainda entre os curtos, março deste ano diminuía 0,005 ponto, para 8,665%, enquanto abril de 2010, exceção do dia, subia 0,01 0,01 ponto, a 8,70%. Gabriel Goulart, analista econômico da Mercatto Investimentos, assinala que o volume negociado hoje está baixo por conta do feriado nos Estados Unidos e que, até o início da tarde, não havia razões para justificar a queda dos DIs.

" O IPC-S divulgado foi pior que o anterior, mas veio praticamente em linha com o que o mercado esperava. Os dados do Focus também não estão mexendo nos juros futuros e não há notícias vindas do cenário externo " , diz Goulart.

Apesar do movimento fraco, a semana ainda contará com indicadores que devem dar o tom dos negócios nos próximos dias. Do lado inflacionário, na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de janeiro. Ainda no front doméstico, o mercado aguarda os dados do mercado de trabalho do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No cenário externo, os indicadores chineses devem liderar as atenções. Na quinta-feira, serão revelados o PIB do país do quarto trimestre e índices de preços ao produtor e ao consumidor, vendas no varejo e produção industrial, todos referentes a dezembro.

(Beatriz Cutait | Valor)

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