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18/01/2010 - 07h43

Sebastián Piñera é eleito novo presidente do Chile

SÃO PAULO - Sebastián Piñera se tornou o novo presidente do Chile depois de obter 51,6% dos votos no segundo turno das eleições, com 99% das urnas apuradas, frente ao candidato governista e ex-presidente Eduardo Frei, que ficou com 48,3%. Dessa forma, o bilionário colocou um fim a 20 anos de governo da coalizão de esquerda Concertación e será o primeiro presidente de direita a ocupar o Palácio de La Moneda desde que o ditador Augusto Pinochet deixou o poder, em 1990, recordou a edição de hoje do jornal Valor.

Ante mais de quatro mil pessoas ao redor do Hotel Crown Plaza, Piñera começou a celebrar ontem seu triunfo com um discurso emotivo em que destacou que seu principal objetivo será conduzir o Chile pelo caminho que leve ao desenvolvimento.

"A democracia deu um grande e novo passo de força e maturidade. Depois de 20 anos de governo da Concertación, houve a opção pela alternância e foi entregue a nós a maravilhosa responsabilidade e o desafio de conduzir o destino da pátria", sustentou.

Para Piñera, é preciso "um Estado forte e eficiente, com muito músculo e pouca gordura, que ajude aos mais necessitados e, ao mesmo tempo, promova a inovação e o empreendimento dos cidadãos".

Como havia prometido durante sua campanha, o sucessor da presidente Michelle Bachelet assumiu o compromisso de levar adiante uma administração com base na unidade nacional, "que construirá pontes de encontro e derrubará os muros da divisão".

Piñera agradeceu o apoio recebido da população, agradeceu a seu concorrente Eduardo Frei e agradeceu a Deus pela vitória, pedindo a ele "sabedoria, força e prudência para ser um bom presidente".

Frei reconheceu a derrota e felicitou seu opositor. "A maioria dos chilenos deu a ele (Piñera) sua confiança para que conduza o destino do país pelos próximos quatro anos e desejo a ele êxito em sua gestão", manifestou o candidato governista.

Segundo a matéria do Valor, Michelle Bachelet transfere o poder em 10 de março. Ela deve se dedicar, por enquanto, à diretoria do Museu da Memória, que homenageia os mortos, desaparecidos e torturados pela ditadura Pinochet.

(Juliana Cardoso | Valor, com agências internacionais)

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