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18/01/2010 - 13h04

Votorantim pode entrar na briga pela Cimpor, diz jornal português

SÃO PAULO - A Votorantim poderá entrar na disputa com a CSN e a Camargo Corrêa pela produtora de cimentos portuguesa Cimpor. Segundo informações do Jornal de Negócios, o grupo da família Ermírio de Moraes já contratou uma equipe financeira e jurídica para preparar uma proposta aos acionistas da cimenteira.

Procurada pelo Valor, a assessoria de imprensa da Votorantim disse que a companhia não irá comentar o assunto. De acordo com a publicação portuguesa, o grupo estuda há vários meses uma ofensiva sobre a Cimpor e representantes brasileiros chegaram a visitar acionistas da empresa de cimento no último outono local.

A Cimpor também é alvo da CSN e da Camargo Corrêa, que já apresentaram suas intenções aos portugueses.

Hoje, a Camargo Corrêa reiterou o "interesse sério" na Cimpor, após a comissão de valores mobiliários de Portugal - a CMVM - determinar que o grupo refaça, ou retire, sua proposta de fusão com a companhia portuguesa.

Os reguladores querem que a proposta de fusão seja ajustada ao regime de ofertas concorrentes previsto no código de valores mobiliários. Para a CMVM, a proposta da Camargo Corrêa não permite estabelecer qualquer comparação com a oferta de 3,86 bilhões de euros feita pela CSN pela totalidade do capital da Cimpor.

Segundo o Jornal de Negócios, a CSN apresentará ainda nesta semana garantias bancárias de quase 4 bilhões de euros para dar sequência à oferta hostil, que foi rejeitada pelo conselho de administração da Cimpor.

No caso da Camargo Corrêa, a CMVM já notificou a companhia sobre o início de um processo administrativo em relação à proposta de fusão e deu o prazo de dez dias úteis para um pronunciamento.

Por sua vez, a empresa brasileira diz que estuda as opções à proposta de fusão anunciada no último dia 13 e que atenderá em seu devido tempo e de forma adequada à requisição do órgão regulador.

A proposta da Camargo Corrêa prevê a distribuição de 350 milhões de euros aos acionistas da Cimpor, além da compra de uma participação entre 15% e 25% do capital social da cimenteira como condição prévia ao acordo de fusão. O grupo diz que pretende ter uma fatia inferior a 50% no capital da empresa resultante da união.

(Eduardo Laguna | Valor)

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