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19/01/2010 - 17h01

Aprovação da gestão de Kassab registra forte retração

SÃO PAULO - A aprovação da gestão do prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM), recuou de forma significativa no último ano.

De acordo com pesquisa Ibope, encomendada pelo Movimento Nossa São Paulo, a quantidade de pessoas que avaliam a administração municipal como ótima ou boa passou de 46%, em 2008, para 28% no ano passado. Já entre aqueles que consideram ruim ou péssimo o percentual cresceu de 12% para 26%.

A insatisfação da população também pode ser medida por outros indicadores de bem-estar proporcionados pela cidade. Aumentou, por exemplo, o número de paulistanos que estão receosos com o trânsito (16% para 18%), com atropelamentos (7% para 13%), assaltos e roubos (57% para 65%) e torcidas organizadas de futebol (6% para 11%).
A expansão mais significativa, entretanto, ocorreu com as pessoas que temem alagamentos (6% para 28%). Para 87%, a metrópole é insegura ou muito insegura.

Numa escala de 1 a 10, a nota média para a qualidade de vida na cidade de São Paulo foi de 4,8. Ou seja, abaixo da taxa média de satisfação de 5,5.
Outro indicador negativo diz respeito ao índice de paulistanos que gostariam de mudar de município se tivessem a oportunidade. Passou de 46%, em 2008, para 57% no último ano. Já aqueles que afirmaram que não sairiam caiu de 53% para 41%.
"Os números são preocupantes e falam por si só. Diante da demanda, a cidade avançou pouco em relação às suas necessidades. Ainda temos enormes desafios para superar, como os congestionamentos, a poluição e os alagamentos", exemplifica Oded Grajew, um dos idealizadores do Movimento Nossa São Paulo. Segundo ele, a maioria dos problemas já foram identificados.

"Falta apenas vontade política para tratá-los. Espero que os dados possam ser úteis para a prefeitura reavaliar seu plano de metas e assim atender aos interesses da população", acrescenta Grajew.
Os piores índices avaliados foram segurança (4,3%), transporte (4,0), desigualdade social (3,9) e transparência e participação política (3,3). Na outra ponta, estão direitos humanos (6,5), religião e espiritualidade (6,3) e trabalho (6,2).
A pesquisa Ibope entrevistou, entre os dias 2 e 16 de dezembro, 1.512 pessoas. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou menos. Já para mensurar os itens de qualidade de vida, Movimento Nossa São Paulo consultou 37 mil paulistanos ao longo de 2009, sendo 174 itens para compor os 25 indicadores do levantamento.
(Fernando Taquari | Valor)

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