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19/01/2010 - 15h30

Ibovespa recua para 70.048 pontos, pressionado por "blue chips"

SÃO PAULO - Em meio à queda da maior parte dos papéis do Ibovespa e do enfraquecimento das bolsas americanas, o mercado acionário brasileiro se mantém no território negativo na segunda etapa deste pregão.

O Ibovespa voltou a testar a linha dos 71 mil pontos em sua abertura, mas não teve força para sustentá-lo. Por volta das 15h40, o índice recuava 1,23%, aos 70.048 pontos. O volume negociado estava em torno de R$ 3,576 bilhões.
No mesmo horário, em Wall Street, o índice Dow Jones caía 0,18%, o S&P 500 perdia 0,88% e o Nasdaq cedia 1,17%.

Com resultados corporativos no foco e números mistos do mercado de trabalho americano, os agentes mostram pouca disposição para assumir riscos nas bolsas.

No Brasil, o fraco desempenho das ações de maior peso também pressiona o Ibovespa para baixo.

Há pouco, os papéis Vale PNA cediam 1,10%, a R$ 52,82, enquanto Petrobras PN caía 0,86%, para R$ 27,48.

Além disso, as maiores baixas do índice partiam das units do Santander Brasil (-3,33%, a R$ 21,45) e das ações MMX ON (-2,78%, a R$ 11,19) e Tim Participações ON (-2,53%, a R$ 7,30).

Já entre as exceções do Ibovespa, Braskem PNA subia 1,28%, a R$ 20,54, OGX Petróleo ON ganhava 1,05%, a R$ 20,08, a TAM PN se apreciava em 0,85%, a R$ 41,07.

Fora do índice, o destaque permanecia com as ações ON do frigorífico Minerva, que subiam 2,32%, para R$ 7,05.

A empresa anunciou ontem a aquisição do Frigorífico Pul, do Uruguai, por US$ 65 milhões, incluídos investimentos em modernização e expansão. Cerca de US$ 14 milhões serão pagos por meio da emissão e transferência de 2.704.000 ações do Minerva, ao preço de R$ 8,75 por papel.
Para a analista Luciana Leocadio, da Ativa Corretora, a aquisição é positiva para o Minerva, em virtude do valor atrativo pago pelo frigorífico, tanto em comparação a um investimento em projeto greenfield, quanto pela avaliação por múltiplos.

"Estrategicamente, entendemos que esta aquisição é um passo importante para o projeto de internacionalização da companhia, visto que a diversificação geográfica possibilita alcançar novos mercados, como EUA e Canadá, países para os quais o Brasil não pode exportar carne in natura, ao contrário do Uruguai", afirma a analista, em relatório.

(Beatriz Cutait | Valor)
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