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19/01/2010 - 08h01

Bovespa começou semana com alta e dólar caiu a R$ 1,767

SÃO PAULO - A semana começou de forma positiva para os mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou com alta, o dólar fechou em baixa, depois de marcar cinco dias seguidos de alta e os juros futuros seguiram perdendo prêmio de risco.

O referencial externo foi dado pelo mercado europeu, já que Nova York não operou em função de feriado. O setor de commodities foi o destaque por lá, conforme os agentes voltaram a comprar petróleo e metais apostando na retomada da demanda chinesa. Tanto o FTSE-100 de Londres quanto o Xetra-DAX de Frankfurt subiram 0,72%. O bom desempenho das matérias-primas também ditou o rumo dos negócios na Bovespa. Com destaque para Petrobras OGX e Vale, o Ibovespa garantiu alta de 0,61%, para 69.400 pontos. Destaque para o giro de R$ 9,8 bilhões, sendo R$ 5,25 bilhões referentes ao vencimento de opções sobre ações. O movimento no mercado de opções foi recorde e ajudou a movimentar um pregão que seria de baixo volume em função do feriado em Wall Street.

Para o sócio da consultoria InvestCerto, Luiz Rogé, o mercado está muito otimista e parte disso se traduziu no exercício de opções. O destaque foi para os ativos da Vale, que lideraram as séries de exercício.

Ainda de acordo com Rogé, se não tivermos nenhuma surpresa negativa com balanços ou dados econômicos, o vencimento de fevereiro pode marcar novo recorde. Segundo o especialista, é visível uma maior presença tanto dos chamados especuladores quanto dos hedgers (agentes que buscam proteção) com opções. As atenções, agora, se voltam para os papéis da Petrobras, que na opinião do especialista, podem diminuir o atraso de alta com relação aos ativos da Vale.

Ampliando a análise, Rogé explica que os investidores trabalham com a ideia de que a retirada dos planos de estímulo econômico vai demorar a acontecer nos Estados Unidos. Então, o ambiente segue pautado por elevada liquidez e taxa de juros baixa por mais um bom tempo.

Tal cenário beneficia as commodities e, consequentemente, os principais papéis do Ibovespa. Fora isso, lembra o especialista, são aguardados indicadores relevantes sobre a economia chinesa ao longo da semana, que podem dar novo estímulo à demanda por matérias-primas.

No câmbio, depois de acumular alta de 2,43% na semana passada, o dólar comercial encerrou a segunda-feira em queda. A moeda americana fechou o dia em baixa de 0,28% a R$ 1,765 na compra e a R$ 1,767 na venda.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar caiu 0,23%, para R$ 1,768. No pronto, o volume subiu de US$ 45,75 milhões, na sexta-feira, para US$ 77 milhões hoje. Já os negócios no interbancário caíram de US$ 2,4 bilhões para US$ 1,69 bilhão. Os vendedores atuaram, principalmente, após o leilão de compra de dólar no mercado à vista realizado pelo Banco Central (BC). A taxa de corte correspondeu a R$ 1,7718.

Os contratos de juros futuros tiveram novo dia de baixa. Sem a divulgação de dados macroeconômicos de relevância, Dany Rappaport, sócio da InvestPort, observou que a trajetória dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) foi apenas um " ajuste técnico " , dadas as expressivas altas verificadas nas sessões mais recentes. Ao final da jornada, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do dia, estava estável, em 10,27%. Já o vencimento para janeiro de 2012 perdia 0,03 ponto, a 11,68%, enquanto o contrato do primeiro mês de 2013 cedia 0,04 ponto, a 12,32%.

Na ponta curta da curva, o DI de julho de 2010, que divide as apostas quanto à possibilidade de alta na Selic no primeiro ou no segundo semestre, perdia 0,01 ponto, a 9,09%, enquanto o contrato de abril de 2010 estava estável, a 8,69%, assim como a taxa de março de 2010, a 8,67%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 321.000 contratos, equivalentes a R$ 29,404 bilhões (US$ 16,602 bilhões), praticamente a metade do total registrado na sexta-feira (R$ 59,198 bilhões). O vencimento para janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 74.530 contratos, equivalentes a R$ 6,788 bilhões (US$ 3,832 bilhões).

(Eduardo Campos e Beatriz Cutait | Valor)

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