UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

19/01/2010 - 09h30

IGP-M sobe 0,51% na segunda medição de janeiro

SÃO PAULO - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) avançou 0,51% na segunda prévia de janeiro, de acordo com as informações da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em igual período de dezembro, contudo, o indicador teve deflação de 0,18%. Os preços no atacado passaram a subir e a inflação ao consumidor se acentuou. Após cair 0,38% em igual medição de dezembro, o Índice de Preços por Atacado (IPA), que responde por 60% do índice total, aumentou 0,44%. Os produtos agropecuários subiram 0,16% e os industriais, 0,53%. Na segunda leitura de novembro, ambos ficaram negativos, em 1% e 0,18%, respectivamente.

Nesse confronto, os três estágios do IPA passaram da deflação para variação positiva. Bens Finais (-0,60% para +0,72%) e Matérias-Primas (-0,27% para +0,15%) foram puxados pelo aumento de alimentos, in natura e processados. Nos Bens Intermediários (-0,26% para +0,36%), a maior pressão saiu dos materiais e componentes para a manufatura.

A variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que compõe 30% do IGP-M, passou de 0,19% para 0,74% entre a segunda prévia de dezembro e a de janeiro. O expressivo avanço se deve, principalmente, à aceleração de preços de alimentos (-0,03% para 1,19%) e Transportes (0,31% para 1,53%). Os maiores vilões foram o reajuste de tarifas de ônibus urbanos e o aumento dos combustíveis e de alimentos in natura, como frutas e hortaliças. Influenciada pelas despesas de matrícula e material escolar, a variação do grupo Educação também cresceu entre as duas medições, de 0,34% para 0,85%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que completa os 10% restantes do IGP -M, subiu para 0,40% na segunda medição de janeiro, depois de registrar 0,22% na pesquisa de um mês antes. Materiais, equipamentos e serviços aumentaram 0,36% e o custo da Mão de Obra cresceu 0,44%.

O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência. No acumulado de 12 meses, o IGP-M ainda está negativo e aponta deflação de 0,79%.

(Paula Cleto| Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host