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19/01/2010 - 10h20

Mercado futuro sinaliza abertura em baixa na Bovespa

SÃO PAULO - Dia de baixa toma forma na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Tal indicação é dada pelo mercado futuro, onde o Ibovespa com vencimento em fevereiro perdia 0,70%, a 63.350 pontos.

Em Wall Street, os futuros operam sem direção definida, conforme os agentes retornam do final de semana prolongado e encontram uma relevante agenda de balanços pela frente e lidam com notícias de fusão e aquisição.

Ainda pela manhã é esperado o resultado do Citigroup e após o encerramento do pregão, atenção aos números da IBM.

No campo corporativo, a Kraft Foods elevou sua oferta em dinheiro e ações pela Cadbury para US$ 19,5 bilhões, proposta que ganhou apoio dos responsáveis pela empresa britânica de chocolate.

Em outro movimento, o megainvestidor Warren Buffett, que detém a Kraft, fechou a compra da unidade de seguros de vida da Swiss Re por US$ 1,3 bilhão.

Na Europa, os ganhos registrados ontem não se confirmaram. Os vendedores tomam conta do pregão em Londres, onde o FTSE-100 caía 0,88%, e em Frankfurt, onde o Xetra-DAX desvalorizava 0,86%.

Na Ásia, os bancos centrais da China e de Taiwan ajustaram suas políticas monetárias. Na china, a taxa de juros do empréstimo interbancário de um ano voltou a subir pela segunda semana consecutiva. E em Taiwan a taxa overnight subiu em um ponto percentual, para o maior patamar em oito meses. Em reunião, o premiê chinês Wen Jiabao disse que o país tomará medidas para lidar com as expectativas de inflação. Nas bolsas, o dia terminou sem direção definida. Xangai e Hong Kong ganharam 0,30% e 1,02%, respectivamente. Já em Tóquio, foi registrava baixa de 0,83%. A Japan Airlines encontrou com pedido de falência. Enquanto em Seul, a queda foi de 0,09%. No câmbio internacional, o euro perde valor, depois de fracos indicadores de confiança na Alemanha e renovada preocupação com situação fiscal da Grécia. A agência de classificação de risco Moody ? s manteve a perspectiva negativa para o país seguindo a divulgação de um plano de estabilidade que foi submetido à Comissão Europeia. O mercado local reage o ambiente de maior aversão ao risco e de queda no preço das commodities comprando dólares. Há pouco, o dólar comercial valia R$ 1,779 na venda, alta de 0,67%. No mercado de matérias-primas, o petróleo oscila abaixo dos US$ 78 o barril de WTI no pregão eletrônico da Globex. Ontem, foi justamente o bom desempenho das commodities que ajudou a Bovespa a fechara com valorização. Apoiado nas ações da Petrobras, Vale e OGX, o Ibovespa teve alta de 0,61%, para 69.400 pontos. Destaque para o volume de R$ 9,8 bilhões, sendo R$ 5,25 bilhões referentes ao exercício recorde de opções sobre ações. Wall Street não operou ontem em função de feriado e na já distante sexta-feira, o Dow Jones teve baixa de 0,94%, enquanto o S & P 500 e o Nasdaq recuaram 1,08% e 1,24%, respectivamente. (Eduardo Campos | Valor)

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