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19/01/2010 - 18h47

Oposição classifica PAC 2 como campanha antecipada

SÃO PAULO - A oposição criticou a proposta do governo de lançar o PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), que prevê ações nas nas regiões metropolitanas do Brasil em áreas como saneamento, mobilidade urbana e inovação tecnológica.
Os oposicionistas consideram que o PAC 2 tem como único objetivo alavancar a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Palácio do Planalto. "Trata-se de deslavada campanha eleitoral com recursos públicos. Isso transgride toda a legislação", afirma o deputado federal José Aníbal (PSDB-SP).

Assim, argumenta o tucano, Dilma vai começar a campanha de forma rebaixada. Ele lembrou que, em três anos, o governo só executou 33% do PAC. "Antes de pensar em um novo programa, o governo deveria se preocupar em terminar o primeiro."
A proposta de um PAC 2 para o período 2011-2015 será discutida nesta quinta-feira durante a primeira reunião ministerial de 2010. O presidente Lula trabalha com a ideia de lançar o programa em março. Isto é, antes de Dilma deixar o governo, no início de abril, para disputar a Presidência nas eleições de outubro.

Os recursos para as obras ainda não foram definidos, mas devem ser incluídos no Orçamento Geral da União de 2011, que será enviado ao Congresso em agosto. Para a primeira etapa do PAC, foram destinados R$ 502 bilhões.

O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, também aproveitou para reclamar do governo. Segundo ele, o PAC 2 não passa de mais uma pirotecnia. "Onde vai, Lula anuncia grandes obras, faz lançamento de pedras fundamentais, mas seu governo não tem capacidade gerencial, competência para tocá-las e fica só na propaganda."
Freire ainda ressaltou que o presidente Lula é uma celebridade, mas seu governo não é levado a sério. "Nós estamos há 20 anos lutando por uma refinaria no Nordeste e ele vem com a balela de que vai construir quatro, como se fosse fazer mágica", disse.
Em meio a troca de farpas, Dilma também já declarou em outras ocasiões que, se a oposição vencer as eleições presidenciais, será o fim do PAC, além de outros projetos governistas, como o Bolsa Família.
(Fernando Taquari | Valor)

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