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20/01/2010 - 14h21

Aplicação externa em carteira bate recorde em US$ 47,1 bi em 2009

BRASÍLIA - Os investimentos estrangeiros em carteira atingiram o patamar recorde de US$ 47,148 bilhões em 2009, superando o melhor nível anterior de US$ 46,699 bilhões em 2007. As aplicações em ações também bateram recorde com US$ 37,07 bilhões, informou o Banco Central (BC).

Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, o forte interesse do investidor estrangeiro no mercado de capitais demonstra "confiança nos fundamentos macroeconômicos e percepção de que a crise aqui afetou menos, teve uma duração menor".

Ele lembra que em 2008, ações e títulos de renda fixa foram os primeiros a perder recursos com a chegada da crise ao fim do ano. Tanto que o saldo naquele ano ficou negativo em US$ 767 milhões.

No início de 2009, continuou a saída de aplicações nesses ativos, mas uma reviravolta ocorreu quando os mercados perceberam que a crise no Brasil era só uma "marola", como definiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Não se pode esquecer que o país ainda tem juros dos mais elevados no cenário mundial. Assim, os investidores voltaram-se logo atrás de ações e papéis brasileiros, e nem tentativas do governo de impor barreiras tributárias (IOF), conseguiu brecar o ingresso desses recursos.

O volume de investimentos estrangeiros para ações no país foi outro recorde na série apurada pelo BC desde 1947, em US$ 32,097 bilhões. O melhor número era de 2007, em US$ 24,613 bilhões, ano em que as empresas brasileiras se superaram em lançamentos de ações (IPOs).

Já no ano passado, algumas empresas, principalmente financeiras, passaram a fazer lançamentos de ações simultâneos aqui e lá fora. Com isso, os recibos de ações (ADRs) atingiram US$ 4,974 bilhões.

Em renda fixa, basicamente títulos públicos federais, as aplicações em 2009 somaram US$ 10,077 bilhões, contra US$ 462 milhões em 2008 e US$ 20,482 bilhões em 2007.
Segundo o BC, somente neste mês de janeiro até hoje os estrangeiros já adquiriram US$ 1,1 bilhão em ações brasileiras, e mais US$ 880 milhões em títulos públicos.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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