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20/01/2010 - 12h42

Dólar fica estável, cotado a R$ 1,673 na venda

SÃO PAULO - As ordens de venda perderam força e o dólar ficou estável, depois de iniciar o pregão com ligeira queda. Por volta das 12h45, o dólar comercial era cotado a R$ 1,671 na compra e a R$ 1,673 na venda.
No mercado futuro, o contrato de fevereiro negociado na BM&F tinha ligeiro ganho de 0,08%, a R$ 1,676.

O diretor da Global Hedging, Wolfgang Walter, explica que a tendência para o dólar ainda é de queda. Porém, a possibilidade de o governo intervir mais no câmbio, com o objetivo de conter a alta do real, o que inclui a realização de mais leilões de swap cambial reverso (operação que, na prática, significa a compra de dólares no mercado futuro) por parte do BC, pressiona a moeda americana para cima.
De acordo com o especialista, o fluxo de recursos continua a ser determinante para a formação do preço da divisa americana, principalmente com a retomada das captações de bancos e empresas no exterior. "As emissões fora do país estavam meio paradas, mas agora temos um calendário pesado de captações, que devem resultar em forte entrada de dinheiro do país", explica Walter.
Ele explica que a alta de 0,5 ponto percentual da Selic, para 11,25% ao ano, anunciada ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, apenas reforça a tendência de forte ingresso de recursos ao país.
"Quando o assunto é arbitragem de juros, o Brasil é o céu", afirma o especialista. Além do juro básico ascendente, em contraposição às taxas próximas de zero oferecidas no mercado externo, o país apresenta solidez financeira, com reservas internacionais que somavam US$ 290,761 bilhões, até o dia 14 deste mês.
Nas bolsas, o cenário desta quinta-feira é de pessimismo, após dados de atividade e inflação divulgados pela madrugada na China alimentarem o receio dos investidores de que o governo chinês adote mais medidas contra a inflação.

Nem mesmo a notícia de que os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos caíram mais do que o esperado por analistas, na semana passada ante a retrasada, alterou esse quadro. O declínio foi de 37 mil, para 404 mil.
Há pouco, em Wall Street, os índices Dow Jones e S&P 500 recuavam 0,24% e 0,44%, respectivamente. Na Europa, o londrino FTSE-100 declinava mais de 1%, ao passo que o DAX, de Frankfurt, tinha queda de 0,6%.
Captando a maior aversão ao risco, o índice CRB, que mede o desempenho das commodities, registrava perda de 0,66%.

No mercado de câmbio externo, a moeda americana ganhava das principais moedas rivais. O Dollar Index, que mensura o desempenho do dólar em relação a uma cesta de divisas, subia 0,18%. Já o euro recuava 0,31% ante o dólar, cotado a US$ 1,3445, instantes atrás.
(Karin Sato | Valor)
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