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20/01/2010 - 10h15

China preocupa e Bovespa deve abrir em baixa

SÃO PAULO - Dia de baixa toma forma na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O sinal é dado pelo mercado futuro, onde o Ibovespa com vencimento em fevereiro caía 1,34%, a 69.400 pontos.

A fonte de preocupação é a China, onde as bolsas recuaram seguindo a divulgação de uma reportagem pelo órgão estatal China Securities Journal de que os bancos receberam ordens da Comissão de Regulação Bancária da China para parar de conceder empréstimos até o final de janeiro, pois os limites foram excedidos.

Um dos reguladores do setor no país, Liu Mingkang negou que tal determinação tenha sido dada, mas disse que os bancos devem emitir 7,5 trilhões de yuans (US$ 1,1 trilhão) em novos empréstimos, cifra 22% inferior se comparada aos 9,59 trilhões observados em 2009.

Tal indicação elevou a preocupação com uma redução no ritmo de crescimento no país, que vem puxando a retomada da atividade global.

Em Xangai, o Shanghai Composite caiu 2,93% e em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,81%. Ainda na região, Tóquio perdeu 0,25%, mas Seul garantiu valorização de 0,24%.

Em Wall Street, os índices futuros oscilam em terreno negativo conforme os investidores aguardam mais uma rodada de resultados do setor financeiro. Bank of America, Morgan Stanley e Wells Fargo apresentam balanços.

Na agenda econômica, atenção ao índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) referente ao mês de dezembro. Também é conhecido o ritmo de construção de novas casas no último mês de 2009. Ontem à noite, a IBM reportou lucro de US$ 4,8 bilhões, ou US$ 3,59 por ação, para o quarto trimestre, alta de 9% sobre o registrado um ano antes. Mesmo batendo as previsões, as ações da companhia caíram no after market do mercado americano e perdem valor em Frankfurt. Na Europa, os bancos puxam as perdas conforme os agentes lidam com a sinalização negativa proveniente do mercado chinês. Há pouco, o FTSE-100, de Londres marcava queda de 0,61%, enquanto o Xetra-DAX, de Frankfurt, desvalorizava 0,41%.

No câmbio, os agentes continuam reduzindo posições em euro e comprando dólares. Por aqui a divisa americana segue bem demandada. Há pouco, o dólar comercial valia R$ 1,784 na venda, alta de 0,67%. Atenção hoje ao fluxo cambial parcial e aos números sobre investimento direto em 2009. No pregão de ontem, os agentes assimilaram bem os resultados do Citigroup e foram às compras em Wall Street, o que acabou estimulando a tomada de posições por aqui. No entanto, a Bovespa não teve força para retomar a linha dos 70 mil pontos. O índice avançou 0,73%, para 69.908 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 5,59 bilhões. Em Nova York os ganhos foram mais sólidos. O Dow Jones terminou com alta de 1,09%, enquanto o S & P 500 e o Nasdaq apontaram alta de 1,25% 1,42%, respectivamente. (Eduardo Campos | Valor)

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