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20/01/2010 - 17h24

China também afeta bolsas da Europa; Frankfurt cai 2,1%

SÃO PAULO - O temor quanto a um possível aperto monetário na China afetou os mercados em todo o mundo e deprimiu as principais bolsas de valores da Europa. Os investidores receiam que as ações do governo possam coibir o ritmo de crescimento do país, sobre o qual repousa boa parte da esperança global de recuperação econômica. No fim do pregão, o índice FTSE das 100 ações mais negociadas na bolsa de Londres caiu 1,67%, para 5.420,80 pontos. O CAC-40, de Paris, perdeu 2%, aos 3.928,95 pontos, enquanto o DAX, dos 30 papéis de maior liquidez em Frankfurt, declinou 2,1%, para 5.851,53 pontos. Hoje, o presidente da comissão chinesa de regulação de bancos, Liu Mingkang, disse que " ações corretivas " já foram adotadas contra bancos que emprestaram muito ou fizeram maus empréstimos no país. A ideia do governo é desacelerar o ritmo de concessão de crédito e intensificar o monitoramento de bancos, na tentativa de prevenir bolhas especulativas. Segundo ele, o volume de crédito concedido deve cair para 7,5 trilhões de yuan (US$ 1,09 trilhão) em 2010, contra 9,5 trilhões de yuan (US$ 1,39 trilhão) em 2009.

A perspectiva de menos dinheiro à disposição das empresas chinesas afetou principalmente as ações de exportadoras de matérias-primas para o país. Caso de mineradoras como a Rio Tinto e a Xstrata, que perderam 4,3% e 6,2%, respectivamente, na bolsa de Londres.

Outro setor com desempenho negativo hoje foi o de montadoras, influenciado pela recomendação do banco UBS para venda das ações da Renault. Os papéis da companhia caíram 3,9% em Paris e, em Frankfurt, as ações da Daimler seguiram o tom e baixaram 3%. (Paula Cleto | Valor com agências internacionais)

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