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26/01/2010 - 16h48

Atividade econômica do país cresce 4,5% em novembro, diz Serasa

SÃO PAULO - A economia do Brasil cresceu 4,5% em novembro do ano passado contra igual período de 2008, revelou o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) divulgado hoje. O percentual é superior à expansão de 1,7% registrada em outubro último no embate com o mesmo mês do ano retrasado.

De acordo com a nota da Serasa, sob a ótica da demanda agregada, o ganho obtido em novembro teve por base, em primeiro lugar, os investimentos em produção, ou Formação Bruta de Capital Fixo, que passaram de uma variação negativa de 7,3% em outubro último para uma alta de 8,1% em novembro. Trata-se da primeira vez que esses investimentos registraram um taxa anual positiva de crescimento em 2009.
Outro item que contribuiu para a alta foi o referente ao consumo das famílias, que teve um acréscimo anual de 7,5% em novembro. No mês anterior, contra outubro de 2008, esse percentual tinha sido de 4,3%.
Já o consumo do governo avançou 2,9% em novembro ante igual período de 2008. Na comparação entre outubro de 2009 e o mesmo mês de 2008, essa variação foi de 3,9%.
Na contramão, as exportações de bens e serviços recuaram 5,4% em novembro, na mesma base comparativa, ao passo que as importações de bens e serviços cresceram 4,2%.

Por sua vez, sob a ótica da oferta agregada, o resultado de alta de 4,5% foi influenciado pela indústria e pelo setor de serviços, que registraram ganhos na taxa anual de 4,8% e 4,9%, respectivamente. No sentido oposto, a agropecuária obteve um decréscimo de 9,3%.

Em novembro, o PIB medido pela Serasa cresceu 0,6% contra o mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. Pelo lado da oferta, o setor de Serviços contribuiu com um avanço de 0,4%, na mesma base comparativa, ao mesmo tempo em que a indústria registrou queda de 0,5% e a agropecuária, de 0,2%.

Já pelo prisma da demanda, os investimentos em produção registraram variação mensal de 2,1%, as importações de bens e serviços, de 1,9%, e o consumo do governo, de 0,1%.

Entretanto, o consumo das famílias e as exportações de bens e serviços registraram variações negativas em novembro de 1% e 1,9%, respectivamente.

Por fim, no acumulado de janeiro a novembro, o indicador registra queda de 0,8%, mas a Serasa enfatiza que "as variações acumuladas negativas vêm se reduzindo ao longo dos últimos meses".

Pela ótica da oferta, a queda acumulada é explicada pela variação negativa de 6,8% da Indústria e de 6% da Agropecuária.

Já sob o prisma da demanda, o recuo de 11,6% da Formação Bruta de Capital Fixo e de 11,3% das exportações de bens e serviços são fatores que influenciaram negativamente o resultado. Já as importações registraram variação negativa de 13,6%.

(Karin Sato | Valor)

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