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26/01/2010 - 17h39

Oposição entra com nova representação no TSE contra Lula e Dilma

SÃO PAULO - Os partidos de oposição (PSDB,DEM e PPS) entraram com uma nova representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, por campanha eleitoral antecipada.

Desta vez, os oposicionistas questionam a inauguração da sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados, evento realizado na última sexta-feira na cidade de São Paulo. "A cara do Brasil vai mudar. E quem vem depois de mim, eu por questões legais não posso dizer, mas espero que vocês adivinhem, já vai encontrar um programa pronto, com dinheiro no orçamento", disse Lula na ocasião. Para a oposição, o presidente teve a intenção de projetar, ainda que de forma subliminar, a candidatura de Dilma à sucessão presidencial de 2010. Essa é a segunda denúncia feita ao TSE contra Lula e Dilma em menos de uma semana. A primeira representação foi protocolada na semana passada após inaugurações no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.

Para uma plateia que tinha bebidas e alimentos à disposição, o presidente prometeu inaugurar o "máximo de obras possíveis" no primeiro trimestre de 2010 porque Dilma não poderia mais comparecer aos eventos a partir de abril, de acordo com a legislação eleitoral, já que deve concorrer ao Palácio do Planalto nas eleições de outubro.

Para justificar a ação, a oposição recorreu a exemplos do passado, como a cassação no ano passado do ex-governador do Maranhão Jackson Lago (PDT).

"O governador de estado participa de evento público, no qual assina convênio e discursa manifestando apoio a pretensos candidatos a sua sucessão, os quais participam do mesmo evento, chegando, também, a proferir discurso. Daí, extrai-se a qualidade que um evento de tal natureza tem para influir na vontade do voto popular Não se trata de mero apoio manifestado casualmente em situação singular - em ambiente reservado - , mas, sim, de um evento público em que expressamente são lançados os candidatos do governo", escreveu o ministro do TSE, Felix Fisher, no julgamento que cassou Lago.

(Fernando Taquari | Valor)

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