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27/01/2010 - 20h08

Bolsas americanas fecham em alta após balanços e decisão do Fed

SÃO PAULO - A safra de balanços corporativos e a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter a taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed) ajudaram as bolsas americanas a fechar em alta nesta quarta-feira, depois de operarem sem direção durante boa parte do dia.

O Dow Jones subiu 0,42%, para 10.237 pontos, acompanhado do S & P 500, que avançou 0,49%, para 1.098 pontos, e do Nasdaq, que ganhou 0,80%, atingindo 2.221 pontos.

A notícia mais esperada do dia foi a confirmação, pelo Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc, na sigla em inglês) da taxa de juros americana dentro da faixa de 0% a 0,25%. O comitê afirmou que as condições econômicas devem garantir juros excepcionalmente baixos no país por um longo período de tempo. Era o que o mercado desejava ouvir.

A surpresa foi o fato da decisão não ter sido unânime. O voto contrário foi de Thomas M. Hoenig, que avaliou que as condições financeiras e econômicas mudaram significativamente e que a manutenção de juros excepcionalmente baixos já não se justifica por um longo período.

Ainda no início das negociações de hoje, os investidores chegaram a se preocupar com um dado negativo do mercado imobiliário. As vendas de casas novas nos EUA diminuíram 7,6% em dezembro do ano passado, para 342 mil unidades.

Mas a safra de balanços trimestrais ajudou a amenizar o indicador. O destaque positivo ficou com as ações da Boeing, que decolaram 7,3% depois de a fabricante de aviões informar lucro líquido de US$ 1,268 bilhão entre outubro e dezembro do ano passado, bem acima da expectativa dos analistas. O contraponto veio da Caterpillar, que afundou 4,3%, após divulgar queda de 65% no lucro do quarto trimestre, para US$ 232 milhões.

As ações da AIG subiram 2,1% depois que o secretário do Tesouro Tim Geithner ofereceu detalhes sobre a decisão de resgate da empresa, no auge da crise financeira, quando ele era presidente do Fed de Nova York.

Na área de tecnologia, as atenções estiveram voltadas para a Apple, cujas ações subiram 0,94%. A empresa de Steve Jobs apresentou seu tablet, o iPad. O produto será vendido a partir de US$ 499, preço bem abaixo dos US$ 1 mil que alguns analistas esperavam. O iPad, que é maior em tamanho, mas parecido em design ao popular iPhone. Segundo Jobs, ele é " muito mais pessoal que um laptop e oferece mais recursos que um smartphone " .

(Téo Takar | Valor, com agências internacionais)

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