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27/01/2010 - 15h46

Patrus reafirma candidatura ao governo de Minas Gerais

SÃO PAULO - O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, reiterou hoje a disposição de concorrer ao governo de Minas Gerais nas eleições de outubro deste ano.
Para disputar o Palácio da Liberdade, Patrus terá que se desicompatibilizar do cargo em abril, conforme determina a lei eleitoral. "Quero governar Minas Gerais. Me sinto preparado para isso depois de seis anos no Ministério", afirmou o ministro durante entrevista ao programa 3 a 1, da TV Brasil.

O cenário político no estado, contudo, ainda está incerto, uma vez que o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, também petista, já manifestou o desejo de ser o candidato do partido na eleição majoritária.
Além disso, o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), que integra a base aliada, também aparece como um dos pré-candidatos ao governo de Minas.

Apesar disso, Patrus disse que confia numa "aliança séria" como o PMDB para vencer o pleito. Ele prometeu conversar com Costa para buscar um consenso.

"Ninguém ganha uma eleição sozinho. Temos que conversar e buscar espaços convergentes e pontos contrários", ressaltou.

Durante a entrevista, Patrus não perdeu a oportunidade para alfinetar o correligionário ao lembrar de seu histórico a frente da legenda no estado. "Sou pré-candidato ao governo de Minas. Tenho 30 anos de partido e já desempenhei diversos cargos. O Pimentel nunca foi militante. Não podemos esquecer nossa militância", argumentou.
Pimentel foi muito criticado por algumas correntes do PT nas eleições municipais de 2008, quando declarou apoio informal ao então candidato à prefeitura de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), que tinha como maior patrocinador o governador mineiro, Aécio Neves (PSDB).
Dentro do governo, cogita-se ainda a possibilidade de Pimentel coordenar, em Minas Gerais, a campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão do presidente Lula. Desta forma, restaria ao partido buscar um acordo com os peemedebistas para enfrentar o vice-governador e pré-candidato, Antonio Anastasia (PSDB).
O caminho pode ficar mais livre para Patrus se Costa for escolhido como o vice-presidente na chapa encabeçada por Dilma. O favorito para cargo até o momento, porém, é o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), que também é visto com desconfiança por setores do PT, inclusive, o próprio Lula.
Temer integrou a base do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e apoiou a candidatura do atual governador de São Paulo, José Serra (PSDB), nas eleições presidenciais de 2002.
O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, completa a lista dos peemedebistas que podem ocupar o cargo de vice no pleito de outubro. Ou seja, os acordos políticos em torno da campanha de Dilma podem influenciar a disputa em Minas.

(Fernando Taquari | Valor)

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