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29/01/2010 - 20h40

Bolsas americanas têm pior mês desde fevereiro de 2009

SÃO PAULO - As bolsas americanas encerraram a sexta-feira em baixa e acumularam em janeiro as maiores perdas desde fevereiro de 2009. Nem mesmo o forte resultado do PIB no quarto trimestre e os balanços acima do esperado apresentados por Microsoft, Amazon e Mattel conseguiram animar os investidores.

O Dow Jones caiu 0,52%, para 10.067 pontos, menor nível desde 6 de novembro de 2009, e acumulou baixa de 3,46% em janeiro, quebrando uma sequência de seis meses positivos.

O S & P 500 recuou 0,98% no dia, para 1.073 pontos, e contabilizou perda de 3,7% em janeiro. Já o Nasdaq caiu 1,45% hoje, para 2.147 pontos, totalizando baixa de 5,37% no mês.

A Microsoft despencou 3,4% mesmo depois de trazer uma alta de 60% no lucro trimestral, para US$ 6,6 bilhões, e uma receita recorde US$ 19,0 bilhões. Entretanto, a fabricante de software declarou que percebeu uma estabilização na demanda dos clientes corporativos e não espera um crescimento significativo no negócio de empresas a curto prazo.

A petroleira Chevron recuou 1,5%, após apresentar queda de 37% no lucro do trimestre, para US$ 3,07 bilhões, decepcionando as projeções dos analistas, em função de perdas no segmento de refino e comercialização. A empresa disse que o segmento continuará enfrentando dificuldades em função da baixa demanda por combustíveis.
As vendas da boneca Barbie impulsionaram os resultados da Mattel, que registrou lucro de US$ 328,4 milhões, marcando um crescimento de 86% ante o mesmo trimestre do ano passado. As vendas da companhia cresceram 1% para US$ 1,96 bilhão. No entanto, o papel da Mattel recuou 1,6%.

Em contrapartida, as ações do Walmart subiram 1.6%. A varejista anunciou hoje uma aliança estratégica com a Li & Fung, uma empresa de fornecimento de Hong Kong. O acordo prevê a fusão de algumas unidades das duas companhias com objetivo de gerar economias nas compras de produtos ao eliminar intermediários.

Mas a grande estrela do dia foi o resultado do PIB dos EUA no quarto trimestre. A economia americana cresceu a uma taxa anualizada de 5,7% entre outubro e dezembro do ano passado, superando as expectativas dos analistas que apontavam para alta de 4,5%.

No entanto, o brilho do indicador logo foi apagado por análises pessimistas de que o resultado pode ter sido uma exceção, e não a regra para os próximos trimestre.

Para os especialistas, o forte desempenho foi reflexo de uma recomposição de estoques por parte das empresas, que reduziram demais suas reservas após a crise. A tendência é que, concluídos os ajustes, o ritmo da economia mostre uma recuperação mais lenta.

(Téo Takar | Valor, com agências internacionais)

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