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29/01/2010 - 13h00

Bovespa sobe 1,5% e zera perdas na semana, mas ainda cai 2,93% no mês

SÃO PAULO - Com ajuda do mercado externo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) marca novo pregão de alta e zera as perdas da semana. Por volta 13 horas, o Ibovespa registrava valorização de 1,51%, aos 66.575 pontos, com giro financeiro de R$ bilhão. No entanto, a perda em janeiro é de 2,93%, o que faz deste o pior mês para a bolsa desde junho de 2009.

Para o diretor de renda variável da FinaBank Corretora, Edson Marcellino, os dados sobre a economia americana deram uma animada nos investidores nesta sexta-feira.

O Departamento de Comércio dos EUA mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5,7% entre outubro e dezembro do ano passado. Melhor resultado em seis anos. Já em 2009 todo, a economia americana registrou contração de 2,4%, maior queda em 63 anos.
Além do indicador positivo, lembra o especialista, tinha espaço para uma retomada de preço depois da sequência de baixas que tirou quase 5 mil pontos da Bovespa entre os dias 20 e 27 de janeiro.

Olhando para fevereiro, Marcellino não descarta novos períodos de realização. " Para retomar mesmo a trajetória de alta, só depois de março " , avalia o especialista.
O diretor comentou que a perspectiva começa a mudar em março, pois os investidores já terão em mãos alguns números de 2010 e também será possível fazer um melhor prognóstico do ritmo de crescimento externo. Espera-se, também, que, até lá, as dúvidas envolvendo o ritmo de crescimento da China estejam respondidas.
No campo corporativo, o destaque está como setor elétrico. Mesmo não sendo nada oficial, os agentes reagem às notícias apontando que o governo renovará concessões por meio de medida provisória, não promovendo mais leilões. Se confirmado, tal movimento elimina uma série de incertezas sobre algumas empresas do setor, que estariam liberadas para operações de fusão/aquisição.
Tal medida beneficiaria em especial a Cesp, que poderia retomar seu plano de privatização. O papel PN da estatal paulista tinha alta de 8,89%, a R$ 24,72.

De acordo com Marcellino, esse tipo de medida seria favorável a todo o setor, que precisa realizar uma grande rodada de investimentos para atender à demanda futura por energia.
Ainda no setor, Eletrobrás PNB ganhava 2,26%, a R$ 34,26. Vale lembrar, também, que apenas os investidores com posição na empresa na data de hoje terão direito ao recebimento da reserva especial de dividendos. Cemig PN subia 1,03%, a R$ 31,30.

Entre os carros-chefe, Vale PNA liderava o volume, com alta de 1,77%, a R$ 42,90. Já Petrobras PN subia 1,12%, para R$ 35,00. Entre as siderúrgicas, Usiminas PNA reforça os ganhos recentes e aumentava 2,11%, a R$ 49,68.

Fora da retomada, Lojas Renner ON caía 1,01%, a R$ 35,04, Braskem PNA diminuía 0,67%, a R$ 13,18, e TIM Part ON devolvia 0,49%, a R$ 54,03.
No câmbio, a instabilidade ainda é grande, mas o viés de baixa prevalece enquanto comprados e vendidos brigam para formar a Ptax (média das cotações pondera pelo volume) que irá liquidar os contratos futuros. Há pouco, o dólar comercial declinava 0,05%, a R$ 1,866 na venda.

Em Wall Street, os investidores também reagem de forma positiva ao PIB. Depois das perdas acentuadas de ontem, Dow Jones ganhava 0,66% e o Nasdaq subia 0,82%.

(Eduardo Campos | Valor)

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