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29/01/2010 - 20h51

Correção: Dólar sobe 8,15% no mês, maior alta desde o auge da crise

A cotação do dólar na roda de "pronto" da BM & F foi incorretamente informada em nota anterior. O certo é alta de 0,61%, para R$ 1,8773. O volume foi de US$ 10,25 milhões. A seguir, a íntegra corrigida:
SÃO PAULO - Registrada sua nona valorização consecutiva, o dólar encerrou janeiro com alta de 8,15%, maior valorização mensal desde o auge da crise financeira mundial, em outubro de 2008, quando a moeda americana subiu 13,4%.

Nesta sexta-feira, os compradores deram mais uma prova de que ainda têm fôlego para atuar com força no mercado. Embora a manhã tenha sido marcada pela volatilidade da moeda, em função da briga entre comprados e vendidos para a formação da Ptax - média das cotações ponderadas pelo volume - que liquidaria os contratos futuros de fevereiro, a moeda registrou alta ao longo de toda tarde.

O impulso da valorização partiu principalmente após a "intervenção" habitual do Banco Central (BC), por meio do leilão de compra no mercado à vista, em que a taxa de corte correspondeu a R$ 1,8666.

Com mínima de R$ 1,858 e máxima de R$ 1,890, o dólar comercial encerrou o dia negociado a R$ 1,883 na compra e a R$ 1,885 na venda, apreciação de 0,96% em relação ao real. Com o desempenho, a moeda voltou a atingir a cotação de 2 de setembro de 2009 (R$ 1,885) e teve o maior valor desde o 1º dia daquele mês (R$ 1,905).

Na semana, o dólar avançou 3,86% e na sequência de nove altas consecutivas, a apreciação da moeda chegou a 6,68%.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar subiu 0,61%, para R$ 1,8773. O volume foi de US$ 10,25 milhões. Já os negócios no interbancário subiram de US$ 2,4 bilhões para US$ 3,6 bilhão, no período.

Nem mesmo um indicador mais favorável sobre a economia dos Estados Unidos conseguiu conter o ímpeto dos investidores, em um novo dia de perdas para o euro que contagiou o quadro interno e a moeda brasileira.

A economia americana cresceu a uma taxa anualizada de 5,7% entre outubro e dezembro de 2009, taxa superior à apurada no terceiro trimestre do mesmo ano, quando o Produto Interno Bruto (PIB) do país havia se expandido em 2,2%.

"Hoje tivemos mais um dia de aversão a risco, com o dólar subindo em relação a outras moedas", observou o economista da Geral Asset Management, Denílson Alencastro.

Segundo ele, as incertezas que permeiam a maior regulação do sistema financeiro americano ainda pesam no mercado e, mesmo com a melhora do país, o investidor segue menos disposto a correr riscos.

(Beatriz Cutait | Valor)

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