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29/01/2010 - 19h28

Embraer negocia reajuste salarial com sindicato de São José dos Campos

SÃO PAULO - A Embraer e seus funcionários instalados em São José dos Campos - onde está a sede da empresa - terão uma audiência de conciliação na próxima terça-feira para tentar resolver o impasse do reajuste salarial referente à data-base de novembro.

Os trabalhadores reivindicam um reajuste de 13,84%, mas a fabricante de aeronaves propôs apenas corrigir a inflação acumulada de 4,86%, segundo as informações do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.
Por sua vez, a Embraer informa, por meio de sua assessoria de imprensa, que não se manifestará sobre o assunto antes de uma decisão da Justiça do Trabalho. Pelo lado patronal, as negociações são capitaneadas pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O encontro entre as partes está marcado para as 14h30 da próxima terça-feira (2), no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas. Na falta de um acordo, a definição do reajuste irá a julgamento em data a ser definida.

Segundo Geraldo de Jesus Santos, dirigente da agremiação sindical, os funcionários não aceitarão um reajuste inferior a 8,3%, um índice que já foi aceito por algumas empresas do setor aeronáutico. "Menos do que isso seria subestimar os trabalhadores", afirma.

As negociações ocorrem quase um ano após a Embraer anunciar o corte de 20% de seu efetivo - um número superior a quatro mil empregados -, como reação à crise financeira.
Só o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos homologou no ano passado 3.485 demissões da empresa, sendo 2.886 delas referentes ao corte em massa anunciado em fevereiro de 2009.

Neste mês, já foram homologados, apenas nesse sindicato, 27 desligamentos. "As demissões prosseguem a conta-gotas. Se voltar a fazer uma demissão em massa, a empresa pode correr o risco de ser chamada (a prestar esclarecimentos) pelas autoridades", afirma Santos.

Por sua vez, a Embraer, que não abre números sobre demissões, informa que o plano de redução do quadro de funcionários já foi concluído e as últimas saídas se devem à rotatividade natural no quadro da companhia.

(Eduardo Laguna | Valor)

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