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29/01/2010 - 17h35

Lojistas estimam queda de até 15% nas vendas com fim do IPI reduzido

SÃO PAULO - O término da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos da linha branca pode provocar uma queda de até 15% nas vendas do comércio no primeiro trimestre de 2010. A estimativa foi feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que considera que o fim dos estímulos veio em um momento "inoportuno".

Os incentivos fiscais para os eletrodomésticos serão retirados no dia 31 de janeiro, segundo informou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Já a redução do IPI para compra de veículos vale até o dia 31 de março. Desde o primeiro anúncio, no final de 2008, as medidas de estímulo ao consumo foram renovadas várias vezes.

O presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, enviou um documento ao Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior (MDIC) em que pede que seja mantida a redução do IPI por pelo menos mais 60 dias. "Temos grandes esperanças de que nossa reivindicação seja acolhida porque só vai resguardar a economia doméstica. E quem ganha com isso é o consumidor", alega.

Pellizzaro avalia que este é o pior momento para a retirada dos incentivos fiscais porque o comércio ainda conta com grandes estoques. Segundo ele, as vendas começarão a crescer de forma mais consiste só a partir de março. "O consumidor está voltando de férias e preocupado em pagar os gastos de fim de ano e as contas de material escolar, impostos e taxas".

(Fernando Taquari | Valor)

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