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01/02/2010 - 14h57

Ibovespa acentua ganho e marca 67.602 pontos; Panamericano sobe 16,4%

SÃO PAULO - Em um quadro global de menor aversão a risco, a bolsa brasileira segue com força em sua recuperação neste início de fevereiro, passados quatro dias seguidos de perdas. Dados divulgados nos Estados Unidos, referentes ao desempenho do setor industrial, reforçaram o otimismo dos investidores.

De acordo com o Institute for Supply Management (ISM), a atividade manufatureira do país ganhou fôlego em janeiro. O indicador que mede o desempenho desse segmento marcou 60,8, o nível mais alto desde maio de 2004 (61,4), e acima do total de 58,5 apurado no mês final de 2010.
No Brasil, por volta das 14h50, o Ibovespa subia 1,54%, aos 67.602 pontos, com giro financeiro de R$ 3,05 bilhões.

Em Wall Street, no mesmo horário, o índice Dow Jones tinha valorização de 0,91%, enquanto o S&P 500 subia 1,33% e o Nasdaq avançava 1,56%.

Na cena corporativa externa, estão em pauta os números de empresas como BP, Pfizer e UPS.

Já no Oriente Médio, as manifestações da população egípcia contra o governo do presidente Hosni Mubarak, que ocupa o poder há três décadas, continuam. Estima-se que mais de um milhão de pessoas estejam reunidas no Cairo, participando da chamada "marcha do milhão". O Exército permanece no local, mas promete não reprimir as manifestações pacíficas.
Hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI) se mostrou disposto a ajudar o Egito a reconstruir sua economia. De acordo com o diretor-geral da instituição, Dominique Strauss-Kahn, o FMI está pronto para auxiliar no desenvolvimento de políticas que possam ser aplicadas no país.

"A questão é saber como reconstruir, e isso é válido não só para o Egito, mas também para os países que não estão vivendo esses transtornos, mas estão quase na mesma situação", comentou.
Já a agência de classificação de crédito S&P reduziu o rating do Egito, um dia depois de a Moody's tomar a mesma iniciativa. A nota soberana em moeda estrangeira no longo prazo passou de "BB+" para "BB" e a as notas em moeda local de longo e curto prazos saíram de "BBB-/A-3" para "BB+/B".

No Brasil, a maioria das ações do Iboevspa continua a operar no azul. Há pouco, as principais altas eram lideradas por ações de siderúrgicas, como Gerdau PN (4,02%, a R$ 22,21), Usiminas PNA (4,01%, a R$ 20,21) e CSN ON (3,35%, a R$ 28,63).

Além disso, os papéis ON da OGX Petróleo subiam 3,48%, para R$ 17,81, Vale PNA avançava 1,66%, a R$ 51,84, e Petrobras PN se apreciava em 1,55%, a R$ 27,51.

Na direção contrária, destaque negativo para Ambev PN (-1,85%, a R$ 43,96), Redecard ON (-2,18%, a R$ 20,15) e Telemar ON (-2,36%, a R$ 35,52).

Fora do Ibovespa, as ações ON da Localiza subiam 4,39%, a R$ 26,15, antes da divulgação do resultado trimestral pela empresa. Além disso, os papéis PN do Panamericano disparavam 16,43%, a R$ 4,96, com o mercado ainda repercutindo a venda da instituição financeira para o BTG Pactual.

(Beatriz Cutait | Valor)
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