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01/02/2010 - 14h38

Bovespa firma alta e sobe 1,2%; dólar cai 1%, a R$ 1,866

SÃO PAULO - Depois de um começo de pregão morno, os compradores resolveram firmar posição na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Com ajuda do mercado externo e das commodities, por volta das 14h35, o Ibovespa apresentava valorização de 1,21%, aos 66.196 pontos. O giro financeiro era de R$ 2,56 bilhões.

Em Wall Street, uma rodada de dados positivos estimulou a tomada de posições. Há pouco, o Dow Jones apontava alta de 0,98%, enquanto o S & P 500 e o Nasdaq avançaram 1,18% e 0,65%, respectivamente. A renda e o gasto do americano subiram em dezembro e a atividade na indústria melhorou em janeiro. Com tom menos positivo, os gastos com construção caíram 1,2% em dezembro. Em todo 2009 a retração foi de 12,4%, maior baixa desde 1964.

O mercado de câmbio também reflete esse melhora de sentimento e o dólar ajusta para baixo contra o real de forma sustentada pela primeira vez em nove dias. Há pouco, o dólar comercial caía 1,0%, a R$ 1,866 na venda. Em janeiro o preço da moeda subiu 8,15%, maior ganho mensal desde outubro de 2008. Dentro do Ibovespa, o destaque segue com as ações da Cosan. O papel ON ganhava 12,11%, a R$ 23,88. A sucroalcooleira assinou um memorando de entendimento com a Shell para unir os negócios de etanol e distribuição de combustíveis. O valor estimado da operação é de US$ 12 bilhões.

As ações PNA da Braskem voltaram a subir, ganhando 0,30%, a R$ 13,30. A petroquímica comunicou a compra da americana Sunoco Chemicals, com capacidade anual de 950 mil toneladas de polipropileno, por US$ 350 milhões. Tal operação é vista como um passo importante no processo de internacionalização da companhia.

O papel ON da OGX Petróleo avançava 1,42%, a R$ 17,04. A companhia encerrou a campanha de perfuração no poço 1-OGX-4-RJS e estima um volume total de óleo recuperável entre 100 milhões e 200 milhões de barris. Também foi anunciada nova descoberta no poço OGX-5.

No setor financeiro, Banco do Brasil ganhava 5,19%, para R$ 29,56. O banco anunciou um impacto positivo de R$ 1,6 bilhão no balanço de 2009.

Entre os carros-chefe, Vale PNA tinha acréscimo de 1,82%, a R$ 42,91, e Petrobras PN recuava 0,23%, a R$ 34,25. TAM PN segue liderando as vendas, com perda 2,43%, a R$ 33,63, Embraer ON caía 1,70%, a R$ 9,82, e Eletrobrás PNB se desvalorizava 1,41%, a R$ 34,02. Os papéis da estatal passaram a ser negociados sem direito ao recebimento da reserva especial de dividendos, que soma mais de R$ 10 bilhões. (Eduardo Campos | Valor)

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