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01/02/2010 - 13h14

Bovespa mantém leve alta de 0,50% e dólar cai a R$ 1,874

SÃO PAULO - O pregão desta segunda-feira segue com ritmo lento, marcado por baixo volume e pouca oscilação do Ibovespa na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Por volta das 13h10, o índice subia 0,50%, aos 65.727 pontos, com giro financeiro de R$ 1,70 bilhão.

Depois de uma perda de 4,65% em janeiro, o analista da Geral Corretora, Ivanor Torres, observa que o mercado começa o mês de fevereiro com certa cautela. No entanto, diz o especialista, dá para manter o otimismo com a bolsa.

"As empresas estão se recuperando bem e isso só consolida a ideia de retomada do crescimento em 2010", explica.

Neste começo de mês, atenção ao comportamento do investidor estrangeiro, que fez saques volumosos durante janeiro. Os dados fechados serão conhecidos amanhã, mas, até o dia 28, o saldo de negociação direta estava negativo em mais de R$ 2 bilhões. Pior leitura mensal desde outubro de 2008.

Ainda de acordo com Torres, atenção também para os resultados trimestrais, que devem ser bons em função da baixa base de comparação. Na semana são aguardados os números de Cielo (ex-Visanet), Totvs, Banco ABC Brasil e Santander. Dia movimentado no campo corporativo. O destaque de alta segue com os ativos da Cosan. O papel ON ganhava 10,32%, a R$ 23,50. A sucroalcooleira assinou um memorando de entendimento com a Shell para unir os negócios de etanol e distribuição de combustíveis. O valor estimado da operação é de US$ 12 bilhões.

As ações PNA da Braskem devolveram os ganhos da abertura e perdiam 0,15%, a R$ 13,24. A petroquímica comunicou a compra da americana Sunoco Chemicals, com capacidade anual de 950 mil toneladas de polipropileno, por US$ 350 milhões. Tal operação é vista como um passo importante no processo de internacionalização da companhia.

O papel ON da OGX Petróleo avançava 0,35%, a R$ 16,86. A companhia encerrou a campanha de perfuração no poço 1-OGX-4-RJS e estima um volume total de óleo recuperável entre 100 milhões e 200 milhões de barris. Também foi anunciada nova descoberta no poço OGX-5.

No setor financeiro, Banco do Brasil ganhava 5,01%, para R$ 29,51. O banco anunciou um impacto positivo de R$ 1,6 bilhão no balanço de 2009.

Entre os carros-chefe, Vale PNA tinha acréscimo de 1,09%, a R$ 42,60, e Petrobras PN recuava 0,14%, a R$ 34,12.

Liderando as vendas, TAM PN perdia 3,36%, a R$ 33,31, Lojas Renner ON caía 1,69%, a R$ 35,37, e Eletrobrás PNB se desvalorizava 1,56%, a R$ 33,97.

No câmbio, o dólar superou a instabilidade da manhã e firmou movimento de baixa contra o real. Há pouco, o dólar comercial caía 0,58%, a R$ 1,874 na venda. Vale lembrar que em janeiro, o preço da moeda americana subiu em 17 dos 20 pregões, acumulando ganho de 8,15%. Em Wall Street, os compradores pautam os negócios enquanto assimilam mais uma rodada de indicadores econômicos. A atividade no setor industrial subiu de 54,9 para 58,4 em janeiro. Já os gastos com construção caíram 1,2% em dezembro. Em todo 2009 a retração foi de 12,4%, maior baixa desde 1964.

Antes disso, foi divulgado um crescimento de 0,2% no gasto do consumidor americano em dezembro, avanço menor que o previsto, enquanto a renda aumentou 0,4%, superando a expectativa.

Há pouco, o Dow Jones registrava valorização de 0,57%, enquanto o S & P 500 e o Nasdaq ganhavam 0,66% e 0,43%, respectivamente.

(Eduardo Campos | Valor)

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