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01/02/2010 - 11h11

Dólar segue em queda e vale menos de R$ 1,70

SÃO PAULO - Os vendedores estão dando o tom ao pregão desta terça-feira o dólar continua a cair, acompanhando a desvalorização da moeda americana no exterior.
O mercado permanece atento aos protestos no Egito e ainda aguarda novos dados que serão divulgados nos Estados Unidos, como os referentes aos gastos com construção e à atividade na indústria americana.
O economista da Rosenberg Consultores Associados, Rafael Bistafa, lembra que, apesar dos esforços do governo para conter a valorização do real, o dólar não retornou ao patamar de R$ 1,70, o que indica que os agentes ainda estão muito mais atentos às sinalizações do mercado de câmbio externo do que aos eventos domésticos. "O poder de fogo do Banco Central é limitado frente ao movimento mundial do câmbio", afirma o economista.
Para Bistafa, a queda do dólar ante as principais moedas rivais observada nesta jornada se deve a um ajuste técnico, dada a valorização recente da divisa americana, motivada pelo aumento da aversão ao risco no exterior.
Por volta das 11h, o dólar comercial declinava 0,47%, cotado a R$ 1,664 na compra e a R$ 1,666 na venda. Na mínima, foi a R$ 1,662.

No mercado futuro, o contrato de março negociado na BM&F cedia 0,17%, a R$ 1,676.
No mercado acionário, o cenário é de menor aversão ao risco e, em Wall Street, os índices futuros operavam no território positivo instantes atrás. Já na Europa, o FTSE-100, de Londres, o DAX, de Frankfurt, e o CAC-40, de Paris, subiam cerca de 1%.
No câmbio externo, o euro registrava apreciação de 0,37% ante o dólar, cotado a US$ 1,374.

Por fim, o índice CRB, que mede o desempenho das commodities, recuava 0,22%.
O economista da Rosenberg Consultores Associados avalia que o BC deve ampliar hoje o volume de compras de dólares no mercado à vista ou anunciar um leilão de swap cambial reverso, se a queda do dólar persistir.
"Ainda é possível que ele anuncie novos leilões no mercado a termo, a serem realizados mais para o fim desta semana ou na semana que vem", opina. "Quando o dólar se aproxima de R$ 1,65, acende o sinal amarelo para o governo", acrescenta.

(Karin Sato | Valor)
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