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01/02/2010 - 19h37

Ciro Gomes tem prioridade para disputar governo de SP, diz Berzoini

SÃO PAULO - O diretório estadual do PT confirmou hoje que o ex-ministro da Fazenda e deputado federal Antonio Palocci (SP) não vai concorrer ao governo de São Paulo nas eleições de outubro. Ao mesmo tempo, a legenda segue em compasso de espera pela posição do deputado Ciro Gomes (PSB) de disputar ou não o Palácio dos Bandeirantes. Palocci comunicou sua decisão ao presidente estadual do partido, Edinho Silva, durante reunião da executiva na manhã de hoje. O ex-ministro vai ficar encarregado de ajudar no estado a campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. O pedido para desistir da candidatura, segundo Edinho, partiu do presidente Lula. O deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) disse que a decisão de Palocci já estava tomada desde a semana passada e apenas foi oficializada. Ele lembrou que o partido tem outros nomes conhecidos para a disputa, mas ressaltou que o nome do deputado Ciro Gomes (PSB), que mudou seu domicílio eleitoral para São Paulo no ano passado, ainda tem prioridade. "Acontece que não podemos esperar muito tempo. Temos que construir uma aliança forte até março. Ele (Ciro) também têm dito que não quer entrar na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes", observou Berzoini. "Por isso teremos a definição de um nome do PT até março e, de preferência, sem prévias", acrescentou. Ciro conta com o apoio do presidente Lula para conquistar o governo paulista, há 16 anos nas mãos do PSDB.

O socialista, no entanto, alimenta o desejo de entrar na corrida presidencial. Apesar disso, Lula teme que a candidatura de Ciro possa dividir os eleitores governistas e cita o exemplo do Chile, onde havia três candidatos alinhados com a esquerda na eleição presidencial. No fim, o candidato de centro-direita, Miguel Sebastián Piñera acabou vitorioso no segundo turno. De qualquer maneira, o PT ainda estuda a viabilidade de outros nomes para a disputa paulista. Entre os cotados estão os senadores Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy, o deputado Arlindo Chinaglia e o ministro da Educação, Fernando Haddad, além da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy.

(Fernando Taquari | Valor)

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