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09/02/2010 - 08h47

Bovespa abriu a semana com alta e dólar declinou

SÃO PAULO - A semana começou de forma positiva para os mercados brasileiros. Os investidores deixaram de lado a instabilidade do mercado americano e foram às compras na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), enquanto vendiam moeda americana. Nos juros futuros, os contratos longos registraram ajuste de baixa. O dia não contou com indicadores de primeira linha tanto no front doméstico quanto externo.

No mercado americano, os índices chegaram a ensaiar alta, mas, no final do pregão, a preocupação com aumento de juros, problemas fiscais da Europa e regulação do sistema financeiro serviu de desculpa às vendas. Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês), o Dow Jones terminou com baixa de 1,04%, aos 9.908 pontos, furando, assim, a importante barreira técnica e psicológica dos 10 mil pontos, que era respeitada desde 4 de novembro do ano passado. O S & P 500 cedeu 0,89%, enquanto o Nasdaq recuou 0,70%. A Bovespa superou a instabilidade externa e por uma questão de horário não refletiu o aumento das perdas em Wall Street. Com ajuda das ações da Vale e Petrobras, o Ibovespa subiu 0,62%, aos 63.153 pontos. O giro financeiro somou R$ 8,42 bilhões, sendo R$ 2,2 bilhões referentes ao vencimento de opções sobre ações.

Com a recente turbulência no mercado, o vencimento ficou bem dividido entre comprados e vendidos. O exercício de opções de compra respondeu por R$ 1,15 bilhão, enquanto as opções de venda somaram R$ 1,04 bilhão. Desde dezembro de 2008, o exercício de opções de venda não passava de R$ 1 bilhão.

No câmbio, o real tomou fôlego depois de cair por três pregões seguidos. O movimento acompanhou o euro, que também subiu contra a divisa americana. Com mínima de R$ 1,864 e máxima de R$ 1,890, o dólar comercial fechou o dia em baixa de 0,89%, valendo R$ 1,872 na compra e a R$ 1,874 na venda.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar caiu 0,91%, para R$ 1,8736. O volume subiu de US$ 19,5 milhões, na sexta-feira, para US$ 83,5 milhões. No interbancário, o giro aumentou de US$ 2 bilhões para US$ 3 bilhões.

No mercado de juros futuros, a contínua deterioração das expectativas de inflação e a aceleração dos preços correntes tiveram pouco impacto sobre a curva. Ao fim do dia, os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) operavam sem direção definida.

Na ponta mais curta da curva, o DI com vencimento em março deste ano aumentava 0,01 ponto percentual, a 8,63%, e o contrato de abril operava estável, a 8,68%. O DI de julho, que divide as apostas entre alta de juros no primeiro ou segundo semestre, projetava taxa de 9,13%, avanço de 0,01 ponto.

Entre os vencimentos mais longos, o contrato para janeiro de 2011, referência de mercado, estava estável, a 10,22%. Já os contratos de janeiro de 2012 e de 2013 recuavam 0,06 ponto e 0,09 ponto, respectivamente, a 11,41% e a 11,94%. O DI de janeiro de 2014 também tinha queda de 0,09 ponto, a 12,12%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 610.565 contratos, equivalentes a R$ 54,24 bilhões (US$ 28,92 bilhões). O vencimento para janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 261.535 contratos, equivalentes a R$ 23,96 bilhões (US$ 12,77 bilhões).

O Boletim Focus, do Banco Central (BC), mostrou o terceiro aumento seguido da previsão para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, desta vez de 4,62% para 4,78%. Para 2011, a projeção foi mantida em 4,5%. Para fevereiro, o mercado também elevou a estimativa para a inflação, de 0,60% para 0,63%. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu 1,33% na primeira prévia de fevereiro, aceleração de 0,04 ponto percentual em relação à taxa verificada no fim de janeiro (1,29%).

(Eduardo Campos | Valor)

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