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09/02/2010 - 19h49

CSN vai ao Cade para impedir acordo de Votorantim e Cimpor no Brasil

SÃO PAULO - A CSN protocolou no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um pedido de medida cautelar para "paralisar imediatamente" os efeitos no Brasil do ingresso do grupo Votorantim ao capital da cimenteira portuguesa Cimpor.

A empresa de Benjamin Steinbruch alega que, juntos, Cimpor e Votorantim passam a ter concentrações de mercado entre 66% e 81% nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sul, que representam, somadas, 45% do consumo nacional de cimento. No Sudeste, responsável por 49% do consumo nacional, o market share é de 35%, afirma a companhia.

A CSN ainda aponta que a Votorantim e a Cimpor passam a ter juntas o monopólio em seis estados brasileiros (Paraíba, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Santa Catarina, Bahia e Alagoas).

"O exercício desse poder geral de cautela é imperativo perante os graves efeitos dessa operação sobre a concorrência", afirma a CSN no documento.

Assim, o grupo quer uma determinação do Cade para que a Votorantim não exerça qualquer ingerência ou influência sobre a filial brasileira da Cimpor. Entre os requerimentos, a empresa quer que a Votorantim seja impedida de participar de qualquer reunião da Cimpor que envolva interesses no Brasil.

Por fim, a CSN também pede que o órgão impeça - até uma decisão final da autoridade antitruste - a transferência de ativos da Votorantim para a Lafarge, como previsto na compra pelo grupo brasileiro da fatia de 17,28% detida pela empresa francesa na Cimpor. Segundo a CSN, essa operação poderá abalar ainda mais as relações de concorrência no Brasil, dado que a Lafarge, que tem posição importante na região Sudeste, receberá como forma de pagamento ativos da Votorantim ligados à produção de cimento.

(Eduardo Laguna | Valor)

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