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09/02/2010 - 15h12

Provar prevê crescimento de 5% nas vendas do varejo em fevereiro

SÃO PAULO - Independentemente de uma possível alta na taxa básica de juros ou de um movimento de desvalorização do real frente ao dólar, este ano deverá ser de bons resultados para o varejo. A afirmação é do diretor-presidente da Fundação Instituto de Administração (FIA) e presidente do Programa de Administração do Varejo (Provar), Claudio Felisoni.

"Não se pode esquecer que este é um ano atípico, um ano de eleições. O governo irá resistir muito no que se refere a ações para inibir o consumo", disse. "Podemos esperar crescimento nas vendas de 6% em janeiro em relação a igual mês do ano passado, e de 5% em fevereiro. Em março, esse percentual deverá ser um pouco menor", explicou. A partir do próximo trimestre, segundo ele, é esperada "certa desaceleração nas vendas, por conta da possibilidade de o Banco Central aumentar a Selic e da desvalorização do real frente ao dólar, que deve ser um movimento pontual". O prognóstico para o segundo semestre, por sua vez, é de crescimento ante o calendário anterior. "Devemos ter um segundo semestre até melhor este ano, porque no ano passado o país ainda sentiu um pouco os efeitos da crise mundial". Questionado se um agravamento da crise no exterior pode refletir negativamente no nível de consumo do brasileiro, ele respondeu que não acredita nisso.

"É verdade que alguns países da Europa enfrentam grande dificuldade, mas o Brasil se encontra em um momento relativamente confortável. Por exemplo, muitos investidores estrangeiros preferem ações de empresas brasileiras a títulos de outros países, a distribuição de renda está melhorando e temos um sistema financeiro bem regulamentado, ao contrário do sistema americano. Tudo isso é favorável ao crescimento do consumo." Deve contribuir para esse crescimento o alongamento dos prazos médios de pagamento. "O consumidor é altamente sensível aos prazos e as empresas devem promover um aumento deles, para ampliar as vendas a classes com poder aquisitivo mais baixo." Uma pesquisa do Provar divulgada hoje mostrou crescimento da intenção de gastos dos brasileiros este trimestre em seis das dez categorias avaliadas pela instituição, na comparação com os últimos três meses do ano passado. Foram elas: Linha Branca (2,5%), Móveis (16,8%), Eletroeletrônicos (9,6%), Material de Construção (24%), Informática (3,3%) e Automóveis (24,4%). Por sua vez, Cine e Foto registrou queda de 4,4%; Telefonia e Celulares, de 7,2%; Cama, Mesa e Banho, de 12,3%; e Eletroportáteis, de 35,2%. (Karin Sato | Valor)

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