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10/02/2010 - 07h45

Comunicado do Fed centra atenções nesta quarta-feira

SÃO PAULO - O foco dos investidores está voltado para o comunicado que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, divulga hoje. Nele, seu presidente Ben Bernanke mostra o discurso que faria no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara. A apresentação foi cancelada devido à forte nevasca que atinge Washington.

A expectativa é de que Bernanke expresse seu eventual plano de retirada dos estímulos colocados em prática no início da crise financeira. A retirada dos estímulos é um ponto sensível ao comportamento dos mercados, que tiveram toda sua recuperação apoiada em injeção de liquidez e taxa de juro próxima de zero.

Antes disso, a agenda doméstica reserva a primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) e os indicadores industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Pela manhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra o comportamento dos preços no atacado neste começo de fevereiro. Para a Gradual Investimentos, a inflação deve ser de 0,65%, acelerando de 0,27% em janeiro.

Entre os dados que serão divulgados ainda pela manhã pela CNI, o destaque vai para o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), medida acompanhada pelo Banco Central (BC) e pelo mercado para tentar estimar um possível descompasso entre oferta e demanda. Ainda na agenda local, está o saldo cambial da primeira semana de fevereiro. Nos Estados Unidos, os agentes conhecem a balança comercial de dezembro e de todo o ano de 2009, os pedidos por empréstimos hipotecários, o resultado orçamentário do Tesouro e os estoques de petróleo e derivados.

No campo corporativo, foco nos resultados da Vale. Também são conhecidos os números do Banrisul, Bic Banco, Daycoval, Light e NET. Para a Brascan Corretora, a Vale deve mostrar lucro de R$ 2,78 bilhões no quarto trimestre, alta de 14% no comparativo anual. Já a receita líquida deve mostrar retração de 33%, para R$ 11,65 bilhões. O Banco Fator também estima receita na casa de R$ 11,6 bilhões, com lucro líquido de R$ 2,3 bilhões. (Eduardo Campos | Valor)

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