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10/02/2010 - 13h37

Economia ainda precisa de apoio, mas Fed avalia retirada, diz Bernanke

SÃO PAULO - A economia ainda precisa do apoio de políticas monetárias de juro baixo, mas o Federal Reserve (Fed) está trabalhando para garantir que tenha as ferramentas para reverter, no momento apropriado, o atual alto grau de estímulo monetário. A observação foi feita pelo presidente do banco central americano, Ben Bernanke, em discurso preparado para o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos EUA.

"A sequência de passos e a combinação de ferramentas que o Fed se vale para retirar a atual posição de política de juros muito baixos vai depender dos desenvolvimentos financeiros e econômicos", declarou.

Uma possível sequência pode envolver a continuidade de testes das ferramentas para enxugar as reservas em uma base restrita a fim de garantir prontidão e dar aos participantes do mercado um período de tempo para se familiarizarem com a operação. Com a aproximação do momento para a remoção dos estímulos, essas operações podem ser ampliadas para enxugar volumes mais significativos de recursos visando a um controle maior das taxas de juro de curto prazo, observou Bernanke.

Ele acrescentou que, se os eventos financeiros e econômicos exigirem um plano de saída mais rápido, o Fed pode elevar a taxa de juro paga sobre as reservas dos bancos ao mesmo tempo do início a operações significativas de redução da liquidez.

"Temos plena confiança de que, quando o momento chegar, estaremos prontos", destacou Bernanke.

Segundo ele, o Comitê de Política Monetária do Fed avalia que as condições econômicas, incluindo baixas taxas de utilização de recursos, tendência de inflação contida e expectativas de inflação estáveis, devem garantir patamares excepcionalmente baixos da taxa básica de juro por um longo período. Com o fortalecimento da atividade econômica, porém, disse Bernanke, o BC americano vai precisar iniciar um movimento de aperto monetário para evitar o desenvolvimento de pressões inflacionárias. "O Fed tem uma série de ferramentas que vai permitir firmar a posição de política monetária no momento adequado", completou o titular da autoridade monetária dos EUA.

(Juliana Cardoso | Valor)

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