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10/02/2010 - 13h42

Ibovespa e Dow Jones recuam após fala de Bernanke

SÃO PAULO - As bolsas de valores em São Paulo e Nova York passaram a operar em baixa seguindo a divulgação do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Ben Bernanke, que relembrou as medidas tomadas durante a crise e falou sobre o plano de saída do atual política monetária expansionista.

Por volta das 13h40, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), caía 0,40%, a 64.457 pontos, marcando R$ 2,6 bilhões em volume financeiro.

Em Wall Street, as quedas eram mais acentuadas. O Dow Jones recuava 0,70%, enquanto o S & P 500 e o Nasdaq perdiam 0,81% e 0,74% , nesta ordem.

Em seu discurso, que não foi apresentado pessoalmente à Câmara em função da forte nevasca em Washington, Bernanke fez uma avaliação das etapas da crise, lembrou as medidas especiais já tomadas e apresentou seus efeitos. Bernanke também lembrou que muitas dessas linhas já foram retiradas conforme o mercado apresentou melhoras e destacou que essas medidas devem ser vistas como uma " normalização " e que isso não resultará em condições de crédito mais estreitas para consumidores e empresas e também que tal movimento não deve ser entendido como uma mudança no viés de política monetária.

Falando em nome do comitê de política monetária, Bernanke disse que as condições econômicas, incluindo baixas taxas de utilização da capacidade, tendências inflacionárias e expectativas sob controle, devem garantir um nível de taxa de juros excepcionalmente baixo por um longo período de tempo. "No entanto, conforme o crescimento começar a maturar, o Fed terá que começar a restringir a política monetária visando conter o aparecimento de pressões inflacionárias", ponderou.

Desse ponto em diante, Bernanke listou as ferramentas que poderá utilizar para tirar liquidez do mercado, como acordos reversos de compra de títulos, depósitos a prazo para instituições financeiras e compra/venda de ativos.

"No entanto, a sequência dos passos, assim como a combinação de ferramentas utilizadas para sair da atual conjuntura de política monetária muito acomodativa, dependerão do desenvolvimento da economia e da sistema financeiro", disse.

(Eduardo Campos | Valor)

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