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10/02/2010 - 12h09

Telebrás pode desorganizar telecomunicações, diz presidente da Vivo

SÃO PAULO - O presidente da Vivo, Roberto Lima, expressou grande preocupação com a possibilidade da volta de uma empresa estatal ao setor de telecomunicações, como está sendo discutido no âmbito do Plano Nacional da Banda Larga.

O executivo apontou que a provável reativação da Telebrás poderá desorganizar o setor, uma vez que a estatal poderá ter condições fiscais mais vantajosas em relação aos concorrentes privados, que, segundo ele, chegam a pagar até 35% de alíquota do ICMS em alguns estados.

Lima defendeu que a volta da Telebrás deveria ser feita por meio de uma parceria com o setor privado.
Segundo ele, os preços já vêm caindo como resultado da concorrência no setor. Nesse sentido, o executivo destacou que a receita média por usuário (Arpu, na sigla em inglês) - um termômetro de preços praticados - mostrou recuo de 10,3% no balanço da Vivo no último trimestre de 2009, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

" Não há necessidade de grandes mudanças para um mercado que tem conseguido fazer um trabalho de primeiríssima qualidade " , afirmou Lima durante encontro em São Paulo com analistas e investidores do mercado financeiro.
O presidente da Vivo também defendeu a manutenção de um cenário que estimule os investimentos das empresas privadas, citando os desembolsos de R$ 2,49 bilhões previstos pela operadora neste ano, 5% acima do total de 2009.

Por outro lado, Lima ponderou que a discussão do Plano Nacional de Banda Larga traz algumas oportunidades para as empresas privadas, como uma revisão da carga tributária no setor.

(Eduardo Laguna | Valor)

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