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11/02/2010 - 11h33

Mercado de juros futuros mostra pouca oscilação na BM&F

SÃO PAULO - Na ausência de indicadores nacionais de peso no dia, o mercado de juros futuros opera sem direção única, com os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) com pouca oscilação na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F).

Na ponta mais curta da curva, há instantes, o DI com vencimento em abril de 2011 subia 0,01 ponto percentual, para 11,44%, enquanto o contrato com vencimento em julho mantinha o patamar de 11,88%.
Entre os DIs de prazos mais dilatados, os do início de 2012 e 2013 também preservavam as taxas de 12,33% e 12,78%, o de janeiro de 2014 subia 0,01 ponto, a 12,78%, e o do início de 2015 avançava 0,02 ponto, a 12,80%.

Já os contratos de abertura de 2016 e 2017 perdiam 0,01 ponto e 0,02 ponto, respectivamente a 12,68% e 12,67%.

O economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, assinala que o movimento do mercado é apenas de ajuste, diante da falta de um "driver" que dê uma tendência mais clara ao mercado.

"O mercado está no aguardo do detalhamento dos cortes do orçamento pelo governo e da negociação política que eles vão envolver no Congresso, já que vão afetar as emendas parlamentares e são os mesmos políticos que vão avaliar o salário mínimo. O mercado está esperando para ver", diz o economista.

O governo quer votar, na quarta-feira, à noite, o projeto de lei que estipula o valor do salário mínimo de R$ 545 e mantém a política de reajuste até 2014 com base na inflação do ano anterior mais o PIB de dois antes. De acordo com o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), o acerto feito com os líderes, incluindo a oposição, é que não haja obstrução em plenário e ocorram apenas duas votações nominais. A primeira na emenda apresentada pelo PSDB com um mínimo de R$ 600 e outro para a proposta do DEM - que conta com o apoio do PDT - de um mínimo de R$ 560.

"O salário mínimo será a primeira grande batalha do novo governo, será quando veremos sua capacidade de articulação", ressalta Rosa.

Nesta sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda mostrou que o emprego na indústria aumentou 3,4% em 2010, a maior taxa desde 2002.

Somente em dezembro do ano passado, perante o mês anterior, o pessoal ocupado na indústria caiu 0,1%, seguindo quatro meses de estabilidade. No comparativo com dezembro de 2009, o indicador teve elevação de 3,4%.
(Beatriz Cutait | Valor)
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