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11/02/2010 - 08h31

Alemanha e França lideram esforços para ajudar Grécia, revelam jornais

SÃO PAULO - A Alemanha e a França devem apresentar hoje, durante reunião extraordinária de chefes de Estado e de governo que acontece em Bruxelas, um plano conjunto para resgatar a Grécia.

Segundo o jornal Le Monde, franceses e alemães trabalham em uma série de proposições para apoiar os gregos, mas outros países europeus também devem se mostrar prontos para respaldar a Grécia devido às graves dificuldades orçamentárias do país.


Uma fonte ouvida pela publicação disse que a Grécia não será deixada sozinha ao mesmo tempo que se tenta evitar um contágio das turbulência financeiras a outros países da zona do euro, considerados como frágeis na questão de plano orçamentário.

Outra matéria do Le Monde reportou que vai haver uma reunião de emergência entre a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, e o premiê grego George Papandreou antes do encontro oficial europeu.

O jornal El País, por sua vez, informou que ministros da Economia dos 16 países da zona do euro mantiveram ontem intensas conversas por telefone para analisar os mecanismos que poderiam ser aplicados para ajudar a Grécia. Paralelamente, dirigentes de bancos centrais da região realizaram outra reunião, também por telefone, com o mesmo objetivo.

Fontes consultadas pela publicação espanhola indicaram que alguns países da zona do euro não estavam satisfeitos com um plano de socorro sob a iniciativa europeia e que preferiam que o auxílio partisse do Fundo Monetário Internacional (FMI). Essas mesmas pessoas notaram, no entanto, que "o acordo político entre França e Alemanha, países decisivos no assunto, já tinha sido adotado" e que esses dois Estados tinham descartado a intervenção do FMI.

Papandreou manteve reuniões em Paris para conseguir apoio das autoridades francesas e reiterou o compromisso de tomar todas as medidas necessárias para garantir que o déficit grego de 12,7% em 2009 recue para menos de 3% ao fim de 2012.

Vale notar que, nessa quarta-feira, que o governo grego teve de enfrentar uma greve do setor público, que afetou o funcionamento de escolas e provocou o cancelamento de voos, entre outros inconvenientes. Os funcionários públicos da Grécia protestaram contra as medidas de austeridade fiscal anunciadas por Papandreou.
(Juliana Cardoso | Valor)

 

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