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11/02/2010 - 12h52

Curva de juros segue com leve abertura na BM & F

SÃO PAULO - Na continuidade do movimento observado nos últimos dias, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) operam mais uma vez em alta, com destaque para os vencimentos mais longos da curva.

Há pouco, o DI para janeiro de 2011, referência de mercado, avançava 0,01 ponto percentual na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a 10,29%, enquanto o contrato do primeiro mês de 2012 operava estável, a 11,46%. Janeiro 2013 tinha ganhos de 0,02 ponto, a 11,98%. O contrato da virada de 2013 para 2014 aumentava 0,07 ponto, a 12,24%.

Na parte curta da curva, o DI com vencimento em julho de 2010, que divide as apostas entre alta de juros no primeiro ou segundo semestre, projetava taxa de 9,18%, leve acréscimo de 0,01 ponto, enquanto o contrato de abril deste ano estava estável, a 8,695%. Em um dia fraco de indicadores, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) revelou que o nível de emprego na indústria paulista subiu 0,54% no mês em janeiro, na série sem ajuste sazonal. Com ajuste, houve alta de 0,42%. Desta forma, foi registrada a criação de 12 mil postos de trabalho. Na comparação com janeiro de 2009, o indicador de emprego mostrou queda de 2,68%.

Na avaliação do estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, a tendência é de aumento para os contratos futuros. " A curva de juros não tende a cair no curto prazo, porque as expectativas de inflação tem saído mais fortes, têm fugido do centro da meta, e a inflação corrente está quase contaminado a futura " , assinalou.

Apesar das preocupação em relação à evolução de economias mais desenvolvidas, principalmente as europeias, estarem no foco do Banco Central (BC) brasileiro, Nepomuceno avalia que os acontecimentos internacionais têm pesado menos que as notícias domésticas.

" O BC está mais preocupado com o descompasso da demanda interna do que olhando para o cenário externo. O mercado internacional preocupa, mas ele está olhando mais para dentro que para fora " , ressaltou.

O estrategista comentou que, apesar de o anúncio de que a União Europeia fez um acordo para ajudar a Grécia a sair da crise do endividamento, o mercado deve manter-se mais cauteloso, à espera de detalhes do plano.

" O viés de que vai haver uma ajuda é bom, mas, com a falta de detalhamento, ninguém sabe o que fazer. Além disso, também precisa ser sinalizado um socorro para outros países " , comentou Nepomuceno. " Ainda veremos muita fuga de capital para os ativos americanos. " Na gestão da dívida pública, o Tesouro realiza leilão tradicional de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e de Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F).

(Beatriz Cutait | Valor)

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