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11/02/2010 - 17h05

Inadimplência seguirá em queda nos próximos meses, diz Serasa

SÃO PAULO - A inadimplência do consumidor deve manter a trajetória de queda nos próximos meses, mas, por volta de meados deste semestre, começará a dar sinais de reversão.

É o que mostra um indicador da Serasa divulgado nesta quinta-feira, que avalia a perspectiva de inadimplência do consumidor em um horizonte de seis meses. O índice cresceu 0,6% em dezembro do ano passado, atingindo o valor de 99,6 e configurando a quarta alta mensal consecutiva.

Para os economistas da Serasa Experian, o crescimento acelerado do endividamento das famílias, já observado no segundo semestre do ano passado, somado à alta da inflação neste início de ano, e a elevação do custo dos financiamentos em várias modalidades de crédito para pessoa física estão entre os fatores que deverão contribuir para a interrupção da trajetória de queda da inadimplência do consumidor.

Ainda assim, o fato de o indicador se encontrar abaixo de 100 mostra que, mesmo interrompendo a trajetória de queda, a inadimplência deve permanecer em patamar de normalidade, de maneira que não irá prejudicar a expansão do crédito às famílias em 2010, de acordo com os analistas da instituição de pesquisa.

Já a inadimplência das empresas, que supera a dos consumidores, deve seguir em queda ao longo deste primeiro semestre, em linha com o ritmo de crescimento econômico, que favorece a geração de caixa das companhias, e o gradativo restabelecimento do crédito à pessoa jurídica.
Segundo os economistas da Serasa, a melhora do crédito às empresas se deve principalmente à atuação dos bancos oficiais e à própria queda na inadimplência do consumidor, que contribuiu para melhorar o perfil dos recebíveis das companhias.
Em dezembro, o indicador que avalia a perspectiva de inadimplência das empresas para os próximos seis meses teve um declínio de 3,9%, atingindo o patamar de 106,3. Trata-se da sétima queda mensal consecutiva.
A Serasa não vê riscos à trajetória de declínio da inadimplência das empresas relacionados à dívida de países da zona do euro ou a um eventual ciclo de aperto monetário no Brasil, uma vez que a alta da Selic não deve interromper a expansão da economia doméstica.
(Karin Sato | Valor)

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