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11/02/2010 - 16h48

Integração de caixas eletrônicos reduzirá custos em 20%

SÃO PAULO - O compartilhamento de máquinas de autoatendimento do Bradesco, Santander e Banco do Brasil acarretará aos bancos uma redução de custos com as operações nestes terminais da ordem de 20%.

A estimativa foi dada hoje por executivos das instituições financeiras com base em resultados de integrações do tipo realizadas no exterior.
Entre as despesas consideradas, estão gastos com aluguéis, conta das máquinas e abastecimento dos terminais. O plano dos bancos é integrar um total de 11 mil terminais instalados fora das agências, em pontos como supermercados e postos de combustíveis.

Durante entrevista coletiva à imprensa, Candido Leonelli, diretor executivo do Bradesco, disse que os terminais externos representam 15% da rede de atendimento, mas 30% dos custos de manutenção das instituições financeiras com a rede. Segundo ele, a iniciativa visa dar maior conveniência aos clientes e reduzir os custos dos bancos.

"É oportuno que a indústria mostre a capacidade de entender o que é diferenciar o competitivo do que é conveniência", apontou. A união dos bancos também permitirá melhorar a capilaridade dos terminais, uma vez que máquinas instaladas em locais próximos serão remanejadas para pontos onde não há esse tipo de serviço.

Só no Banco do Brasil, os custos de manutenção com estes terminais (tanto internos quanto externos) somam um R$ 1 bilhão. A ideia é levar essa integração para outras quatro mil máquinas externas que não entraram no plano, assim como no futuro chegar aos terminais instalados dentro de agências bancárias.
A conclusão dos estudos técnicos para essa integração será concluída em cinco meses. A partir daí, algumas máquinas já poderão iniciar o atendimento compartilhado. A ideia é começar com transações básicas, como saques, extratos e consulta das movimentações.

O plano também prevê a criação de uma empresa societária para gerir a rede, que adotará uma marca única. Isso abre a possibilidade de abertura de capital dessa nova companhia.

Apesar de envolver três instituições financeiras em um primeiro momento, a rede poderá abrigar outros bancos no futuro. "Nada impede que seja uma grande rede que envolva todos os bancos", disse Paulo Rogério Caffarelli, vice-presidente de cartões e novos negócios do Banco do Brasil.

(Eduardo Laguna | Valor)

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