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12/02/2010 - 19h16

Ações brasileiras passarão por ajuste de baixa, diz Stuhlberger

SÃO PAULO - O gestor do conhecido fundo multimercado Verde, da Credit Suisse Hedging-Griffo, Luis Stuhlberger, não se mostra otimista com o mercado de ações brasileiro. Em relatório no qual comenta o desempenho da carteira em janeiro, o especialista aponta que segue com níveis historicamente baixos de exposição ao mercado de ações e que ainda possui uma proteção expressiva via opções de Ibovespa.

"Achamos que, da mesma forma que os mercados globais estão em um processo de ajuste para baixo, que será prolongado, os ativos brasileiros também passarão por isso, só que começando de uma base mais alta", afirma o relatório.

Em um breve comentário, o especialista aponta o que considera como os principais temas que influem no mercado. Na visão do gestor, o evento envolvendo a Grécia, apesar de o país ser pouco expressivo financeiramente, representa uma quebra de paradigma no modelo de negócios na Zona do Euro.

No mercado local, o especialista aponta que as divergências entre Banco Central e Fazenda com relação à taxa de juros geraram tensão no mercado.

Stuhlberger também reafirma a posição de compra de dólar por meio do mercado de opções como principal forma de hegde (proteção).

No mês de janeiro, o Verde teve rendimento de 3,71%, contra variação de 0,66% do CDI. Os negócios com câmbio tiveram o resultado mais expressivo, respondendo por 3,36% da cota. Já as operações com ações tiraram 0,39% do rendimento do fundo, mas, ainda assim, a carteira teve um desempenho muito mais defensivo, com queda de 0,84%, enquanto que o Ibovespa perdeu 4,65%. (Valor)

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