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12/02/2010 - 16h29

BM & F Bovespa avança em plano de levar ações brasileiras ao exterior

SÃO PAULO - A parceria estratégica entre a BM & FBovespa e o CME Group - controlador da Chicago Mercantile Exchange (CME) - deu novo fôlego aos planos da bolsa brasileira de levar os ativos do país a todas as partes do mundo.

Juntos, BM & FBovespa e CME pretendem buscar oportunidades de operações estratégicas de investimento e parcerias comerciais com outras bolsas que negociam ações ou derivativos.

Dentro dos planos da bolsa brasileira já conhecidos estão acordos com pares na América do Sul e a instalação de um sistema de negociação com a Nasdaq OMX.

Hoje, o presidente da bolsa, Edemir Pinto, acrescentou que um projeto para listar empresas brasileiras em bolsas asiáticas também está no horizonte. "Tudo está no nosso farol", afirmou o executivo durante entrevista coletiva.

O projeto mais imediato é a parceria que permitirá o acesso ao mercado de ações colombiano, que, segundo o executivo, deverá ser fechado "nos próximos dias", após a conclusão de um recente contrato estratégico com o Chile. Os planos de integração na América Latina ainda envolvem estudos sobre o México e o Peru, informou.

Além disso, até o final deste ano, os investidores brasileiros poderão iniciar as ordens de compra e de venda das ações negociadas na Nasdaq OMX a partir do sistema de roteamento que está sendo desenvolvido pela bolsa americana.

O diretor-executivo de operações da BM & FBovespa, Cícero Augusto Vieira Neto, estimou um prazo entre seis e nove meses para a conclusão desse sistema, que também permitirá às corretoras estrangeiras conectadas à plataforma comprar ou vender as ações negociadas na bolsa brasileira.

O acordo com a Nasdaq OMX foi anunciado em dezembro e se soma a uma parceira semelhante com a Chicago Mercantile Exchange (CME) para transações com derivativos. A sua implementação, no entanto, depende da solução de entraves regulatórios, que serão discutidos entre a bolsa e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia que regula o mercado de capitais.

Diante da tendência de aumento no fluxo de ordens no Brasil, uma nova plataforma eletrônica de negociação dos ativos negociados na BM & FBovespa será criado a partir do acordo com o CME Group.

No desenvolvimento do sistema, os americanos transferirão todo conhecimento e a propriedade intelectual. Por sua vez, a bolsa brasileira investirá US$ 175 milhões no projeto durante um período de dez anos.

Ao final, o Brasil terá um sistema de negociação capaz de processar negócios a um tempo inferior a um milésimo de segundo, abaixo dos atuais dez milésimos de segundo. Tanto a BM & FBovespa como o CME poderão vender o sistema a outras bolsas, dividindo as receitas de tal comercialização.

"Vamos unir forças para desenvolver o melhor sistema eletrônico de negociação do mundo", disse Vieira Neto.

(Eduardo Laguna | Valor)

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