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12/02/2010 - 14h41

Bovespa segue em baixa e dólar vai a R$ 1,862

SÃO PAULO - O ajuste de baixa prossegue na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A aversão ao risco voltou a aumentar seguindo novas medidas restritivas ao crédito na China. Por volta das 14h40, o Ibovespa apontava queda de 0,98%, a 65.482 pontos, com giro de R$ 2,85 bilhões. Apesar da queda, o índice garante alta de 4,33% na semana.

O tom positivo dos últimos dias, resultado da possibilidade de ajuda à Grécia, naufragou nesta sexta-feira depois que o banco central chinês anunciou um aumento de 0,5 ponto percentual na taxa de depósito compulsório dos bancos, o que significa uma redução na quantidade de dinheiro disponível para empréstimos.

Vale lembrar que, em meados de janeiro, a autoridade monetária chinesa anunciou uma série de medidas para conter o avanço do crédito e, a cada uma delas, o mercado se questionava sobre uma possível redução no ritmo de crescimento da economia chinesa.

Repetindo um movimento clássico, os agentes vendem ações e commodities e buscam proteção no dólar e nos títulos. O mercado de câmbio local também reflete tal movimentação. Há pouco, o dólar americana era negociada a R$ 1,862 na venda, alta de 0,64%. Entre os carros-chefe, destaque para as ações da Petrobras, que reverteram as perdas e subiam 0,32%, a R$ 33,47. Já Vale PNA perdia 0,72%, a R$ 42,69, com o maior volume do dia. Ainda entre os mais negociados, OGX Petróleo ON recuava 2,29%, a R$ 17,42.

Siderúrgicas e bancos também perdem valor. Usiminas PNA desvalorizava 2,0%, a R$ 46,01, e Itaú Unibanco PN caía 0,83%, a R$ 36,78.

O destaque de alta segue com o papel ON da MMX, que subia 3,11%, a R$ 15,23. Foi aprovada a subscrição privada de 101.781.171 ações ordinárias, equivalentes a 21,52% do capital, pela Wuhan Iron and Steel (Wisco). A Wisco pagará o valor total de R$ 738,9 milhões. Caso o aumento de capital seja acompanhado pelos demais acionistas da MMX, poderá somar R$ 1,218 bilhão. As ações da BM & F Bovespa recuavam 1,70%, a R$ 12,09. A companhia anunciou que vai aumentar sua participação no CME Group, dos atuais 1,8% para 5%. O valor do negócio é de US$ 620 milhões. Vale lembrar que a CME tem 5% da bolsa brasileira. Construção e varejo tem fortes quedas. Cyrela ON cedia 3,15%, a R$ 22,40, e Lojas Americanas PN desvalorizava 3,04%, a R$ 12,74.

Na ponta oposta, LLX ON tinha alta de 2,79%, a R$ 9,20, CPFL Energia ON ganhava 1,90%, a R$ 38,01. Destoando dos pares, B2W Varejo ON avançava 0,58%, a R$ 37,59.

(Eduardo Campos | Valor)

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