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12/02/2010 - 17h40

Lucro da Caixa em 2010 deve superar resultado de 2009, diz executivo

SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal divulgou uma projeção de lucro líquido para este ano de R$ 2 bilhões a R$ 2,5 bilhões, o que representa uma queda mediante os R$ 3 bilhões obtidos em 2009. No entanto, o vice-presidente de Controle e Risco da companhia, Marcos Vasconcelos, afirmou que o lucro deste ano deve superar não só a projeção como também o resultado de 2010.

"O lucro deve vir em linha com o que foi observado em 2009 para cima", disse. O motivo é o desempenho positivo da companhia no segundo semestre, fato não considerado na projeção, feita em meados do ano passado, conforme explicou o executivo.

Ele também informou que, em 2010, a Caixa planeja abrir 200 agências, com foco no Norte, no Nordeste e na periferia de centros urbanos. Em coletiva de imprensa, a companhia divulgou ainda que espera um crescimento de 28,2% na carteira de crédito em 2010, passando dos R$ 124,4 bilhões de 2009 para R$ 159,4 bilhões.

Já a estimativa de expansão para a carteira de crédito habitacional é de 26,3%, passando de R$ 70,5 bilhões em 2009 para R$ 89 bilhões. Porém, Vasconcelos advertiu que todas as perspectivas serão revistas para cima.

As aquisições consistem em uma das estratégias de crescimento da Caixa para os próximos anos. A primeira compra foi efetuada no ano passado. Em dezembro, o Conselho de Administração da Caixapar, subsidiária integral da Caixa, aprovou a aquisição de 49% do capital social votante e 20,69% das ações preferenciais do Banco Panamericano, totalizando 35,54% do capital social da companhia. "Antes, nós só crescíamos organicamente, mas conseguimos comprar um pedaço do Panamericano, o que irá abrir caminho para que tenhamos em nosso portfólio produtos complementares aos nossos. Pretendemos crescer a partir de agora com parcerias estratégicas semelhantes", afirmou o vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival. Segundo ele, o Panamericano conta com 2,5 milhões de clientes que serão correntistas da Caixa futuramente. "Nós buscamos parcerias estratégicas, que ampliem nossa capacidade de crédito, que traga novos produtos, novos canais, que nos possibilite captar e fidelizar clientes", disse.

Uma das preocupações atuais do banco é a diversificação de suas fontes de financiamento. Percival explicou que a companhia pretende emitir bônus no exterior, o que deve ser viabilizado ainda este ano. "Existe um cenário onde é possível as instituições financeiras, particularmente as públicas, particularmente a Caixa, captar lá fora." Sobre esse assunto, Vasconcelos lembrou que os principais bancos brasileiros já fazem esse tipo de emissão e a Caixa acredita que ter essa expertise pode ser importante futuramente.

A companhia pretende também entrar para o mercado de Letras Financeiras, em fase de regulamentação pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A expectativa da Caixa é que a regulamentação saia em março e o banco comece a realizar emissões cerca de um mês e meio depois. Segundo Percival, serão atingidos apenas investidores institucionais e já há interessados. A pretensão do banco é captar cerca de R$ 3 bilhões por meio desse instrumento. (Karin Sato | Valor)

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