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12/02/2010 - 19h00

STF mantém Arruda preso para garantir a ordem pública

SÃO PAULO - Preservar a ordem pública. Desta forma, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), justificou a decisão de manter preso o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido).

"Apontou-se a necessidade das prisões, inclusive, a do governador em exercício, visando a preservar a ordem pública e campo propício à instrução penal considerado o inquérito em curso", declarou. O advogado de Arruda, Nélio Machado, tinha ajuizado um pedido de habeas corpus ao STF depois que foi decretada ontem a prisão do governador pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O governador está sendo acusado de chefiar o "mensalão do DEM". O caso se tornou público com a operação Caixa de Pandora, deflagrada há três meses atrás pela Polícia Federal (PF). O esquema de corrupção envolvia o suposto pagamento de propina para parlamentares do DF. Como não há sessão até a próxima quarta-feira, Arruda permenecerá preso durante todo o feriado de Carnaval. Em sua análise, Marco Aurélio ainda destacou o avanço das instituições brasileiras em meio à "inversão de valores" na sociedade. Com a declaração, o ministro do STF sinalizou que está atendo aos recentes escândalos de corrupção na política, além de demonstrar que Arruda terá dificuldades para passar incólume pelo processo. "As instituições funcionam atuando a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário. Se, de um lado, o período revela abandono a princípios, perda de parâmetros, inversão de valores, o dito pelo não dito, o certo pelo errado e vice-versa, de outro, nota-se que certas práticas - repudiadas, a mais não poder, pelos contribuintes, pela sociedade - não são mais escamoteadas, elas vêm à balha para ensejar a correção de rumos, expungida a impunidade", sentenciou.

(Fernando Taquari | Valor)

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